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20/03/2004

78% das propagandas que são veiculadas em canais de TV não divulgam o endereço eletrônico da empresa. Uma pesquisa realizada pela Weblogical Comunicação Digital, no mês de novembro de 2003, teve o objetivo de verificar quais eram as propagandas veiculadas nos canais brasileiros de televisão que incluíam na assinatura o endereço do website.

O universo da pesquisa teve mais de duzentas propagandas veiculadas, observadas e analisadas. O elemento que motivou esta pesquisa foi o simples fato de que, normalmente, as pessoas só tem ciência do website após ter acesso a alguma peça publicitária, informativo ou campanha empregando ferramentas digitais. Contudo, sabemos que no Brasil ações de Marketing Digital estão sendo realizadas por poucas empresas e a TV ainda é o grande meio de comunicação do país. Outro dado importante é que a maior parte da verba publicitária está voltada para veiculação em TV e, a Internet aos poucos está ingressando nos planos de comunicação institucional das organizações, deixando de ser mídia alternativa para ser estratégica. Segunda uma outra pesquisa feita pela Weblogical, “90% dos entrevistados disseram que costumam acessar o site e verificar a empresa ou seus produtos antes de efetivar a compra”. Na ocasião os hábitos e comporrtamento dos consumidores foram avaliados.

Os números da pesquisa:
78% das propagandas que são veiculadas em canais de TV não divulgam o endereço eletrônico da empresa. Nesta lista estão empresas ou produtos como: Casas Bahia, Insinuante, Fanta, Pepsi Twiste, CocaCola Light Lemon, Coca Cola, Kuat, Skol, Antarctica, Bavária, Campari, Gol, Loctite, Oi , Natura, Vivo, Petrobrás, HSBC, Ourocard, Ace, Embratel, Pumpers, Colgate, Veja, Nissan,FOX, Palio.

Empresas como: Visa, Credicard, Toshiba, Jogada da Sorte, Sandálias Havaianas, Banco Itaú, Siemens, SOS Mata Atlântica, Tigre, Extra e Americanas estão utilizando a TV para convidar as pessoas a acessarem o site.

Análises:

  • Empresa que prestam serviços como bancos e telefônicas, na grande maioria, não divulgam o endereço da Internet;
  • As bebidas como cerveja e refrigerante, que são itens de grande consumo no Brasil, não incentivam em suas propagandas o acesso ao site. Foi verificado que existe um investimento considerado no desenvolvimento destes sites;
  • Todos os programas da Rede Globo possuem site e sempre são divulgados como uma forma de entretenimento e informação. O SBT também segue a linha de divulgação de websites, mas não com tanta força;
  • Inexplicavelmente produtos como Credicard e o novo Palio possuem peças que divulgam o site e outras que não;
  • Segundo um levantamento divulgado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net) “as vendas de automóveis pela internet atingiram R$ 278,1 milhões em setembro de 2003 e cresceram 50,4% na comparação com agosto. O setor corresponde a mais da metade das vendas eletrônicas. Curiosamente não deparamos com divulgação do site nas propagandas de automóveis, exceto o Celta ou promoções específicas e atuais da Fiat;
  • Peças do Governo Federal, nos diversos ministérios e programas sociais, não divulgam o endereço eletrônico;
  • Faculdades e cursos divulgam a url nas peças promocionais;
  • Propagandas locais tendem a utilizar este recurso.

Autores como Seth Godin, o mestre do Marketing de Permissão e Ideas Vírus diz que é possível desenvolver a marca sem utilizar veículos de massa. É plausível concordar com os argumentos de Godin, sobretudo ao saber dos trabalhos desenvolvidos por ele no Yahoo!, mas o que está em jogo não é se este fato é verdadeiro ou não e sim o porque de não se utilizar este recurso em propagandas de massa no Brasil.

Certamente uma coisa pode ser identificada de positivo – o aumento da audiência do site é inevitável. Um exemplo disto é o site de Scheila Carvalho. Quando ocorre o anúncio do endereço do seu website por ela em programas como Domingo Legal (SBT), a audiência naquele instante chega a superar 2000 visitas (em um período até 1h após o anúncio). Este dado representa a força que o veículo de massa tem no Brasil. Outro exemplo é o site da FTE onde este ano desenvolveu uma campanha publicitária totalmente original e que baseou sua comunicação com seu público através de chat. O resultado foi positivo principalmente ao saber que após o apelo as pessoas entravam na Internet para verificar que inovação era esta.

Para finalizar este texto e iniciar uma nova discursão segue uma análise feita por Cibele Santos para o site da Meio & Mensagem on line. “Segundo dados da pesquisa MarketNorms o “diálogo” direto entre a marca e o consumidor torna a propaganda interativa significativamente mais eficaz do que a tradicional para gerar percepção de marca e intenção de compra ou uso e que esta propaganda ajuda a aumentar a intenção de compra entre os consumidores que já têm alta percepção da marca, mas a peça não deve ser a única mensagem. A associação com o formato tradicional aumenta
a eficácia da ação.”

Claudio Nossa (claudioweblogical.com.br) jovem empreendedor, sócio da Weblogical Comunicação Digital. Consultor na área decomunicação digital e colunista de alguns sites do segmento digital.

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