Mensagens não desejadas chegam aos celulares


15/03/2004

O celular toca e no lugar de uma mensagem de texto (SMS) de algum amigo aparece um anúncio ou uma destas correntes pedindo alguma coisa. Acredite, isso já ocorre no Brasil. O recebimento de mensagens não solicitadas se dá de forma ainda modesta no País, mas tende a crescer junto com a popularização dos celulares multimídias. Munidos de acesso à Internet, e-mail e SMS, a nova geração de telefones se aproxima muito de pequenos computadores. Além dos benefícios, os aparelhos também estão vulneráveis aos ataques e spams.

Uma prova disso é a Ásia, onde o problema já ocorre com alguma frequência. O uso de celulares GSM e a troca de SMS no mercado asiático é o mais difundido do mundo. A estimativa é que cada usuário envie cerca de dez mensagens de texto por dia. Em Cingapura, por exemplo, chega a ser comum o envio de cupons de descontos de produtos via SMS. “Com o avanço das tecnologias o celular passa a ser um meio não só de infecção, como de propagação”, diz Fábio Picoli, diretor de Novos negócios da Trend Micro.

O Último Segundo procurou as quatro maiores operadoras de telefonia celular do País para comentar o assunto, mas não obteve resposta. Contudo, o silêncio das operadoras não se dá na prática. Por serem as maiores interessadas no assunto, as mensagens passam pelas redes de dados, elas estão atentas ao problema. Segundo o US apurou, a McAfee Security, uma das maiores empresas de antivírus do mundo, dá assessoria para algumas operadoras no Brasil. “Estamos traçando uma estratégia com algumas operadoras para que esse controle venha como um valor agregado no celular”, diz José Matias Neto, diretor de suporte técnico da McAfee.

A própria McAffe reconhece que este mercado ainda está engatinhando. A outra boa notícia para os donos de celulares é que, mesmo na Ásia, as mensagens via SMS param no destinatário final e não são propagadas sem o conhecimento do usuário. “Ainda não se tem notícia de um vírus que atua no celular que tenha capacidade de se alto-enviar”, diz Patrícia Ammirabile, especialista em segurança da McAfee. O fato das mensagens via SMS serem pagas pelo usuário (no Brasil elas custam em média R$ 0,25) e de terem de passar pelas operadoras deve barrar a propagação. (segue)

Francisco Itacarambi, repórter iG em São Paulo

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