Logística acirra disputa por compras online


31/03/2006

Os operadores logísticos, puxados pelo desempenho satisfatório do e-commerce (comércio eletrônico), que deverá movimentar R$ 3,9 bilhões este ano, estão ampliando o atendimento e brigando por uma maior fatia nesse mercado. Enquanto os Correios — maior operador para o segmento — projetam 40% mais em demanda em 2006, as outras empresas do setor estimam até 60% de incremento nos negócios. No ano passado foram movimentados 9 milhões de pacotes por meio das vendas eletrônicas.

Os Correios, detentor de quase 70% do market share, movimentou, em 2005, 4 milhões de mercadorias entregues pelo e-Sedex, criado para atender o comércio eletrônico. “Este número foi 62% maior que o de 2004. Cerca de 74% das remessas partem de São Paulo. O Interior do estado paulista, seguido por Curitiba e Rio de Janeiro, são os maiores consumidores do e-Sedex”, diz Ailton Ricardo Fogos, do departamento comercial de encomendas.

No ano passado o e-Sedex chegou a 145 cidades e, este ano, a previsão é de chegar a 180 cidades do País. As cidades de Varginha (MG) e Palmas (TO) serão incluídas em abril nos serviços do e-Sedex.

Especializada na operação logística para o comércio eletrônico, a Direct Express , que conta com 70% da receita atual proveniente do e-commerce, está ainda mais otimista. Clientes como o Submarino , Americanas.com , Flores Online e Fnac (começa atender em abril), entre outros, são responsáveis por uma demanda de mais de 2 milhões de pedidos para o e-commerce de um total de 3 milhões de pedidos contabilizados no ano passado.

“A novidade é o atendimento para o site goorila que fornece produtos de informática e telefonia, que estamos fechando para começar atender ainda neste primeiro semestre”, diz Luiz Henrique Nascimento, diretor comercial da empresa.

Para este ano, Nascimento projeta 80% de crescimento por conta da ampliação de áreas de atendimento e novos clientes. “Pretendemos chegar a 300 mil pedidos ao mês”, conta. A empresa conta com 220 carros próprios em 12 unidades no País.

Outra empresa especializada no segmento é a Total Express , que já conta com 68% de sua receita procedente do comércio eletrônico. Segundo Sérgio Brito, gerente comercial e marketing, a projeção é de que a empresa eleve sua demanda de serviços em até 60% este ano, devendo chegar a 250 mil entregas ao mês.

“A novidade é o atendimento para o site Pernambucanas.com ainda neste semestre”, adianta Sérgio Britto.

No ano passado foram movimentadas 180 mil entregas ao mês. Entre os clientes da empresa figuram os sites Submarino , Americanas.com , Siciliano.com e Blockbuster , entre outros. A empresa conta com frota própria e terceirizada de 580 veículos.

Transportadoras

Na Ramos Transportes , que atende clientes como Shoptime , Submarino e Americanas.com , o e-commerce representa 20% da movimentação de mercadorias fracionadas. “Este ano a média está sendo de 30 mil despachos por mês e a previsão é elevar em mais 30% até dezembro de 2006”, avalia Jacinto Júnior, vice-presidente da empresa.

Segundo o executivo, a empresa está em negociação com outros dois grandes clientes, e deve começar a atendê-los já no 2º semestre. “Ainda estamos finalizando os negócios”, ressalta o executivo.

Na Transportadora Americana (TA) , o e-commerce representa 5% da receita, que no ano passado foi de R$ 150 milhões. “É um mercado crescente e pretendemos atingir a participação de 20% da receita nos próximos cinco anos”, afirma Celso Luchiari, diretor-geral. Entre os clientes da operadora, só a Americanas.com e parte da operação do Magazine Luiza são responsáveis por mais de 10 mil produtos transportados ao mês, este ano 2006.

Na Expresso Araçatuba o e-commerce representa 8,5 % da receita, que no ano passado foi de R$ 170 milhões. “A previsão é de que chegue em 30% até o próximo ano”, avalia Geraldo J.F. Corrêa, diretor de vendas. A empresa estuda ainda um novo contrato que está sendo firmado para o transporte de eletroeletrônicos. “Estamos em fase de conclusão do negócio”, ressalta.

Ao mês — base fevereiro deste ano — são realizadas 11 mil entregas, aproximadamente 27% mais que em 2005. Em receita, o grupo deverá crescer 30% este ano sobre o ano passado.

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