Last.fm cria maior serviço de música online gratuita

24/01/2008

A comunidade virtual Last.fm lançou ontem o maior serviço de música gratuito criado até hoje. Através de streaming (audição em tempo real sem download), é possível ouvir os temas seleccionados na íntegra até três vezes. Links directos para as lojas digitais online facilitam, depois, uma eventual compra das canções.

Estão já estabelecidos acordos com as quatro multinacionais da indústria discográfica (EMI, Warner, Universal e SonyBMG) e com mais de 150 mil editoras independentes para permitir o acesso aos respectivos catálogos. As vendas de canções e parte das receitas publicitárias do Last.fm garantem o financiamento do serviço e o pagamento às editoras pela cedência dos direitos das obras. Já os artistas sem editora serão "recompensados" pelo Last.fm com royalties relativos ao número de streamings registados. O serviço está já disponível nos mercados norte-americano, britânico e alemão. Nos próximos meses deverá ser consolidada a instalação da nova aplicação nos restantes países onde o Last.fm está alojado, incluindo Portugal (em www.lastfm.pt).

Em declarações à BBC, um dos fundadores do Last.fm, Richard Jones, afirmou que a vontade do serviço é "disponibilizar música de forma gratuita e legal para quem a queira, ao mesmo tempo que os artistas que a assinam são recompensados". A nova proposta do Last.fm segue o exemplo do Spiral Frog, sistema criado no ano passado e que oferece downloads gratuitos e legais. O pagamento às editoras é feito também com base nas receitas publicitárias, mas os anúncios surgem agregados às canções trans- feridas, num único ficheiro. Richard Jones explica, desta forma, o fraco sucesso do Spiral Frog e garante que o Last.fm vai utilizar publicidade através de banners, ou seja, anúncios alojados na página do serviço e não nos ficheiros.

Richard Jones lembrou também que este é apenas mais um projecto para "um novo modelo de revitalização de uma indústria em declínio, aproveitando o online". As grandes editoras associadas à iniciativa esclareceram, no entanto, que vão estar atentas à procura de música por streaming e ao comportamento dos internautas registados no Last.fm, para avaliar a continuidade do projecto.

Site relacionado: www.lastfm.com.br

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