IPTV e TV Digital serão complementares

17/05/2007

Uma é pelo ar, outra pela rede de banda larga. O gerente de negócios internet da Microsoft Brasil, Renato Cotrim, explica que as informações de imagem em formato de zeros e uns na TV Digital terrestre é transmitida pelo ar, por meio de uma antena e são decodificados pelo set up box.

No IPTV, por sua vez, esses dados digitalizados circulam pela rede de telefonia. “É por isso que as duas se complementam”, diz. Ele explica que na Inglaterra já funciona assim: o usuário assiste ao que é ao vivo pela TV Digital, com imagem de qualidade e variedade de ângulos. Já programação estática, como os filmes, ele compra e acessa via IPTV.

O analista sênior para a América Latina do Yankee Group, Julio Püschel, explica que o IPTV entra mais no mercado de TV Paga. Com banda larga, as operadoras fixas podem oferecer vídeos para o consumidor final. Para o usuário não importa se é IPTV é via cabo ou DTH (satélite).

A tendência é que o IPTV principalmente por iniciativa das operadoras de telefonia seja popularizado na TV Paga. Na Espanha tem serviço com pacote pago bem barato. A classe média baixa começou a adorar esses serviços (alternativos) porque procuram melhor qualidade do que a oferecida pelas parabólicas. Com o pacote de serviços os preços ficam diluídos e se torna atraente para esse público.

De acordo com outro executivo da Microsoft, o diretor geral do MSN Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira, a TV Digital é apenas uma expansão da televisão aberta que existe atualmente, com definição e filosofia maior. “O IPTV é mais uma evolução da televisão a cabo, com a possibilidade de uso de aplicativos mais sofisticados”, resume. No celular, segundo ele, a TV vai acontecer ou por streaming ou por meio de um receptor casado com a TV Digital.

O diretor de serviços de valor agregado da Claro, Marco Quatorze, diz que é justamente por essa razão que acredita mais em parceria entre as operadoras e emissoras do que em concorrência. Entretanto, ele lembra de uma situação em que produtoras de conteúdo e as operadoras podem competir. “Quando se pensa no modelo de publicidade, com o mobile market, o celular pode ser uma mídia concorrente da televisão”, explica. Apesar disso, Quatorze faz questão de enfatizar: “Muitas vezes a briga é polarizada, mas podemos chamar tudo isso de modelo de colaboração”, finaliza.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

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