Internet integrada a outras mídias está em expansão


06/06/2005

Quatro consumidores de eletrodomésticos compararam produtos como geladeiras e fogões da marca GE com suas mães no mês passado. Elas foram transformadas em Cyber-Mãe (refrigerador de última geração), Mãe-Love (refrigerador que cabe tudo), Multi-Mãe (lavadora faz tudo) e Mãe-Gourmet (fogão digital). Os filhos, ávidos pelos prêmios, não pouparam adjetivos aos produtos que associaram às mães e devem receber, na próxima semana, os seus prêmios.

A GE está feliz com os resultados da promoção que ficou restrita à internet. Cerca de 8 mil pessoas usaram os cartões GE em apenas 15 dias de campanha, 13 mil acessaram o site da promoção e 4 mil enviaram frases. Desenvolvida pela Foster Web Solutions & Consulting, a campanha “Mãe não é tudo igual”, diz o gerente-geral de Marketing da Mabe Brasil (dona das marcas GE e Dako), João Sérgio Dias Ramos, teve o objetivo de estreitar as relações da GE com consumidores cadastrados, ampliando a lista.

Nos Estados Unidos, a mesma GE permite aos visitantes do seu endereço eletrônico que enviem uma plantinha que possam cultivar também para os amigos, ampliando a visibilidade da marca numa ação criada pela BBDO. A Brastemp, cuja conta de publicidade está em poder da Talent, também tem usado, a exemplo das montadoras, a internet para facilitar a escolha de cor e acessórios pelos consumidores.

São coisas pequenas, mas que estão ganhando terreno e ampliando a fatia da mais nova mídia, a internet, no bolo publicitário. Nos Estados Unidos, essa participação passou, em cinco anos, de 1999 para 2005, de US$ 1,9 bilhão para US$ 6,9 bilhão de um bolo, no ano passado, de US$ 203,5 bilhões, segundo dados do The New York Times e da Universal McCann.

No Brasil, a participação da internet no bolo publicitário de R$ 23 bilhões no ano passado foi de 3%, segundo projeto Ibope/Intermeios, mas o setor espera crescer entre 20% e 30% este ano. “Só que o movimento, agora, é consistente e esses números não incluem os investimentos das empresas de telefonia que é alto. O bom é que todos estão mais conscientes do papel de apoio da internet à comunicação e conhecem melhor o meio depois de uma fase de descabida euforia”, diz o presidente da Agência Click, Pedro Cabral. (segue)

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