Integração e simplicidade: palavras-chave do e-marketplace


27/06/2005

Os e-marketplaces têm de ser simples e promover a integração. Esta foi a opinião dos palestrantes Edson Carli, da GDT Brasil, Maurício Arguello, da SEW, e Marcelo de Matheus, da Votorantim, no track Melhores Práticas Ambientes de Transação Web. Segundo eles, a ferramenta deve ser simples para o bom funcionamento do portal. A integração é outro ponto fundamental.“Integrar a cadeia de valor é extremamente necessário”, enfatiza Carli.

O maior beneficio dos e-marketplaces, de acordo com os palestrantes, está na redução do custo operacional. “Não adianta buscar um número ROI, porque medi-lo é extremamente difícil”, afirma Arguello. “Os principais ganhos se encontram no processo operacional, melhoramento no processo interno e na interação com cliente”, complementa Marcelo de Matheus.

Os portais abertos, segundo Edson Carli, levam a vantagem da abrangência. “Quando um e-marketplace se torna conhecido, todos vão procurar lá.” Por outro lado, contrapõe, existe um paradoxo na hora de adotar o portal aberto, já que os e-marketplaces colocam lado a lado fornecedores, estimulando uma competição mais acirrada entre eles e, conseqüentemente, aumenta a capacidade de decisão do comprador. “Todos os concorrentes ficam na mesma direção. Ao mesmo tempo que estimula a colaboração entre eles, aumenta a concorrência.”

Carli fez um contraponto entre os portais fechados e abertos. Ele explicou que o investimento inicial é alto e complexo para as empresas que decidem pelos portais fechados. Para exemplificar os portais abertos, Marcelo de Matheus, da Votorantim Celulose e Papel, além de compartilhar a experiência da corporação com o e-marketplace PakPrint, mostrou o funcionamento os portais internos.

Maurício Arguello, da SEW falou sobre sua experiência com o e-marketplace da Abmaq – Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas. Arguello conta que buscava uma ferramenta de mercado sem custo para os fornecedores e integrada com ERP. “Tivemos uma redução de 50% no tempo das cotações, além de redução no custo de alguns materiais.”

Compras eletrônicas são uma tendência na visão dos palestrantes. “Cerca de 70% das nossas cotações são eletrônicas”, contou Marcelo de Matheus. “Daqui a pouco os fornecedores só vão vender assim”, completou Arguello.

Quando questionados sobre se os portais corporativos representam uma ameaça aos e-marketplaces, os palestrantes concordaram que no futuro haverá uma integração deles. A grande barreira, destacaram, é o medo das corporações de compartilhar dados de clientes e fornecedores. “Mas só vale a pena quando é disponibilizada a informação de quem visita e procura o portal”, destaca Carli.

Roberta Prescott é repórter da área de tecnologia da informação.

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