Inclusão digital torna publicidade online mais promissora ainda

22/11/2010

O aumento significativo do número de internautas brasileiros, em decorrência da inclusão digital das classes C e D, torna muito promissor o mercado de comunicação e publicidade online. A avaliação é do professor e coordenador do curso de rádio e TV da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, Marcos Américo, mais conhecido como Tuca.

Segundo dados do Ibope, o número de brasileiros navegando pela rede chegou a 64,8 milhões em junho último, registrando 4% a mais do que o mesmo período do ano passado.

De acordo com o coordenador, a inserção, especialmente da classe D ao mercado consumidor, torna a inclusão digital ainda mais favorável às empresas. Isso porque ganharam poder de compra e, com o acesso à Internet, começam a gostar da brincadeira de estarem conectados, explorando a infinidade de possibilidades da web, e de poder fazer compras online.

Tuca lembra que o acesso ao cartão de crédito foi facilitado ultimamente. Com o “dinheiro de plástico” em mãos é possível comprar em lojas do Brasil todo. “Geralmente, na Internet os preços são mais baixos e, em algumas ocasiões, nem frete é cobrado”, cita o coordenador.

No primeiro semestre de 2010, o investimento em publicidade online cresceu 22,8% no Brasil. Segundo dados do relatório divulgado pelo canal “Meio & Mensagem”, produzido pelo Projeto Inter-Meios, a Internet foi o canal midiático com maior crescimento em faturamento publicitário este ano.

Com um mundo digital a ser explorado, os novos internautas tornaram-se um grande filão e as empresas passaram a disputá-los. Para conseguir atrai-los, precisam estar bem preparadas. Para isso, necessitam de profissionais que façam esse serviço “bem feito”.

Tuca teve agência de publicidade e garante que a carência de bons profissionais no mercado é uma realidade, e não é de hoje.

Na opinião dele, a falta de talento pode comprometer não só uma empresa, mas todo o mercado. “Eu costumo dizer que quando uma empresa perde um cliente são grandes as chances do mercado estar perdendo um cliente”, comenta.

Adilson Camargo

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