iMúsica confirma sistema de assinatura para venda de música online

23/08/2006

A loja de música online iMúsica, controlada pelo holding Ideais.Net, deverá implementar ainda sem data definida o sistema de venda de canções por assinatura, segundo Felipe Llerena, diretor-executivo do serviço.

Atualmente, tanto o serviço, pioneiro no setor brasileiro de música digital, como seu rival MegaStore, do UOL, vendem canções à la carte – o usuário escolhe os arquivos que prefere e paga separadamente por cada um deles.

Sem dúvida, (a assinatura) é mais adaptável ao bolso do brasileiro do que a la carte, por que sabemos que o usuário gosta de baixar quanta música puder, afirma o executivo.

Entre os serviços internacionais que usam o modelo por assinatura, em que o usuário paga uma quantia determinada para baixar quantas músicas quiser, estão o Rhapsody, da Real, e o Napster.
O Terra confirmou que sua loja online, programada para estrear em setembro, também usará o modelo de venda de canções por assinatura.

LLerena afirma que o iMúsica está em negociações com editoras responsáveis pelos direitos autorais das canções no Brasil para implementar o sistema, sem ainda data para execução.

Provavelmente, ficará para 2007. Vai acontecer quando o modelo estiver sob as exigências de todos os provedores de conteúdo, afirma o executivo, que não se arrisca em prever qual seria o valor da mensalidade do site dentro do modelo.

Loja da Warner

O iMúsica também está por trás da primeiro site de e-commerce musical capitaneado por uma gravadora no país. Desde sexta-feira (21/08), a Warner está oferecendo músicas de seus artistas pela internet pela infra-estrutura do iMúsica.

O catálogo oferecido pela gravadora é o mesmo disponível dentro do iMúsica, que ainda hospeda a loja eletrônica da Warner. O sistema de vendas obedece às mesmas regras do serviço do Ideias.Net – as canções saem por até 2,49 reais e são debitadas de créditos comprados com cartão de crédito. Llerena afirma que a iniciativa da Warner pode ser a primeira entre as quatro grandes gravadoras no Brasil.

Não sei se é uma tendência, mas pode ser que todas as outras se interessem pelo modelo, afirma o executivo. Lojas online funcionam como um showroom da gravadora e podem aproximar o selo e o artista do consumidor.

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

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