IBOPE: Bancos devem impulsionar adoção da banda larga


19/06/2003

Os usuários de banda larga são um nicho interessante para as instituições financeiras na Internet, embora representem um público ainda restrito, de acordo com o IBOPE eRatings. Em seu relatório mensal para o setor financeiro, o instituto destacou a desaceleração no acesso aos sites bancários no Brasil e a necessidade dos bancos buscarem novos nichos. Segundo Marcelo Coutinho, diretor de serviços de análise do IBOPE, a fase fácil de crescimento do ebanking está próxima do limite no Brasil, mesmo com a permanência do País entre os líderes mundiais em acesso aos serviços financeiros. O crescimento do setor entre janeiro e maio deste ano foi de 1,5% contra 6,8% da Web em geral. Cerca de 3,1 milhões de brasileiros acessaram sites bancários de suas residências em maio, o que equivale a 39,4% do total de usuários domiciliares. Nos Estados Unidos, o percentual do mesmo período foi de 37,5%.

Para o diretor, estes números mostram que os bancos precisarão buscar alternativas para crescer na Web, conquistando clientes de outras instituições ou ainda oferecendo acesso em condições diferenciadas para os correntistas de baixa renda. O relatório do IBOPE aponta que o crescimento do acesso aos sites financeiros foi inferior ao de categorias como e-commerce (12,1% entre janeiro e maio deste ano), entretenimento (8,9%), notícias e informações (11%) e governo (10,7%).

O estudo sugere aos bancos a aposta diferenciada em clientes com acesso em banda larga, que totalizam 1,9 milhão de usuários no País, navegando, em média, mais de 20 horas por mês – mais que o dobro do tempo dos usuários com acesso discado. Coutinho destaca que a penetração dos bancos nacionais neste setor ainda é pequena, quando comparada com a das instituições norte-americanas.

Do total de acessos ao Bank of America, 59% já são em banda larga, enquanto no Citibank este número atinge 54% do total. No Brasil, entre os bancos privados, apenas o ABN apresenta um número próximo das instituições americanas, com 43,1% dos usuários utilizando acesso à Web em alta velocidade. Nas outras instituições privadas, como Bradesco, Itaú e Unibanco, esse número está ao redor de 30%.

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