Guerra dos EUA contra o Iraque começou antes na internet


20/03/2003

Há semanas, o Pentágono envia e-mails com propaganda contra Saddam Hussein para as maiores autoridades do Iraque. Algumas mensagens fazem redes entrar em colapso. A iniciativa faz parte de uma nova forma de guerra, que o Pentágono chama de ataque militar informático. Mas o governo George W. Bush pede a seus hackers que não se metam. A luta é do Tio Sam.

Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, o governo americano vem trabalhando com a hipótese não só de ser vítima de um ataque ciberterrorista, mas também de usar armas digitais contra seus inimigos. Entre os efeitos possíveis de ataques virtuais, estão a paralisação das telecomunicações, como telefonia, televisão e rádio, a inutilização dos sistemas de radar e sobretudo o acesso às plantas de energia do país.

Mas estas são armas apenas para uso do governo. O Centro Nacional de Proteção de Infraestruturas (NIPC) do FBI. “Mesmo que tenham um bom motivo para agir, qualquer atividade deste tipo, como incursões em sistemas informáticos iraquianos, é ilegal e será punida”, afirmou a agência estatal americana. “Até os hackers patrióticos podem ser punidos, porque ocorrer de eles lançarem um ataque que acabe prejudicando a nós mesmos.”

O governo americano teme que, armados de boa vontade, os hackers defensores dos interesses de Tio Sam propiciem um colapso da internet em todo o mundo, o que afetaria em medida muito maior os países com forte presença de infraestruturas de telecom, como os EUA e os países da União Européia. A possibilidade se afigura mais provável quando se pensa que no Iraque há apenas 12.000 computadores conectados à web e que a grande maioria não possui nenhuma informação confidencial ou controle de infraestruturas.

Para preparar o ciberataque ao Iraque, o FBI e o Pentágono contrataram alguns dos hackers mais conhecidos do país, que contam com uma verba de US$ 1,5 bilhão para aprimorar a segurança das redes americanas e treinar cibersoldados.

Este exército moderno conta com uma vantagem: os computadores utilizados no Iraque foram fabricados por empresas dos EUA, que conhecem seu funcionamento e as possíveis portas para a entrada de piratas, de acordo com matérias dos jornais espanhóis El Pais e El Mundo. E as redes por que navega a informação estão controladas por Bush. Saddam já tem quase perdida a primeira batalha.

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