Gravador de vídeo digital chega ao Brasil No ratings yet.


13/11/2003

Quem tem amigos nos Estados Unidos e os escuta falando com obsessão de um aparelho chamado Tivo pode preparar o bolso. Em dezembro, a Sky lançará no Brasil uma máquina similar, que é tão novo por aqui que ainda atende pelo nome em inglês: digital video recorder , DVR – gravador de vídeo digital.

O produto, chamado de Sky +, é na verdade um computador pessoal modificado, com um disco rígido de 80 GB. Ele também traz conexão USB, para a entrada de periféricos que serão lançados no futuro, como teclado, mouse, joystick, gravador de CD ou DVD e discos rígidos externos. Ele usa o satélite da Sky periodicamente para buscar os dados da programação, que ficam armazenados no HD. O aparelho custa R$ 1.499, e a assinatura mensal sai por R$ 19,90.

Em termos práticos, o DVR funciona como um video-cassete normal, mas grava os programas de televisão no disco rígido, e não em uma fita cassete – que suporta apenas duas horas na velocidade padrão. O disco de 80 GB comporta cerca de 50 horas de gravação, com imagens comprimidas no formato MPEG-2. Mas programar um filme nele é muito mais fácil que em um vídeo-cassete: o usuário não precisa folhear o jornal e marcar o horário de início e fim do programa. O DVR permite que seu usuário escolha o nome do programa desejado em um menu, garantindo que ele seja gravado integralmente.

O Sky + não se resume a isso, e permite que os telespectadores façam uma ‘pausa’ em um programa ao vivo. O segredo da mágica é um toque no botão que aciona a gravação imediata do sinal de vídeo. Quando o usuário retorna, assiste o programa do ponto onde parou, antes mesmo que a gravação termine. O vídeo é gravado com suas propriedades originais – se for exibido com dois canais de áudio eles serão mantidos. Quem experimenta um aparelho desse tipo conta que a sensação de liberdade é indescritível, pois deixa de se sentir um prisioneiro da grade da rede de televisão.

– Uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou que os donos de DVRs aumentaram de 17 para 20 horas o tempo semanal assistindo à televisão – conta o gerente geral da Sky Brasil, Ricardo Miranda.

O Tivo ainda provocou uma pequena revolução no mercado publicitário dos Estados Unidos, ao permitir que seus usuários não gravem comerciais. No entanto, a Sky informou que seu aparelho não terá essa característica porque a ‘televisão brasileira por assinatura precisa dos anunciantes’.

Outra qualidade do Tivo que cativa seus donos é sua capacidade de ‘adivinhar’ o gosto do usuário – depois que três filmes do Woody Allen são gravados, por exemplo, todo programa com o diretor é automaticamente guardado no espaço livre em disco. No início da operação do DVR o Sky + será ‘burro’, sem adivinhar o gosto de seu dono, mas a empresa promete que esse mimo estará disponível em 2004, sem custo adicional.

Bruno Lopes

www.skyweb.com.br

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