Google quer mais tráfego e publicidade No ratings yet.

08/06/2007
 
O Google realizou na última quarta-feira a maior expansão dos serviços de sua página de busca desde que ela foi criada. A empresa adicionou vídeos, passagens de livros e notícias às opções resultantes de uma pesquisa através de sua página. Antes, o usuário precisava entrar em sites diferentes para realizar essas procuras específicas. Segundo a companhia essa mudança faz parte de uma estratégia de integrar em apenas um local todas as possibilidades de buscas na internet para os usuários.

Com a mudança, a empresa aumenta a pressão sobre suas maiores rivais, Yahoo e Microsoft, que tentam recuperar o espaço perdido nos últimos anos, desde o lançamento do Google. Quando surgiu, o site alcançou sucesso praticamente imediato por ser mais rápido nas buscas e por oferecer links mais relevantes com as pesquisas dos usuários. Ao contrário do Google, as máquinas de busca dos concorrentes apresentavam primeiro links patrocinados por empresas com as quais tinha acordos comerciais e de divulgação.

Durante anos a empresa quis aumentar a informação disponível em seu site de busca principal, mas não tinha o número de servidores necessários para sustentar o projeto. Desde então, porém, a empresa injetou bilhões de dólares em infra-estrutura e tem planos para abrir diversos centros de informação (data centers) nos próximos anos.

De acordo com o Google, a maioria de seus usuários não faz idéia de que a companhia oferece sites de busca mais específicos que apenas páginas relacionadas. Com a integração que quer promover em suas máquinas de busca, o Google espera elevar substancialmente o tráfego em seu site.

Temos tantos sites de busca que as pessoas quase precisavam de um site de busca para pesquisar nossos sites de busca, brincou a vice-presidente de busca e interação de usuários da empresa, Marissa Mayer.

A grande preocupação é com o real impacto que as mudanças terão no faturamento com publicidade. Com maior número de informações na página de resultados, é possível que menos pessoas venham a clicar nos anúncios do site, o que poderia causar um perigoso declínio nos lucros da empresa. Atualmente, praticamente todo o faturamento da empresa vem desses anúncios.

Para Mayer, porém, o principal objetivo do Google é melhorar a qualidade das buscas, independentemente do efeito no faturamento com publicidade. De qualquer forma, ela alega que os melhores resultados das pesquisas vai encorajar os usuários a usar mais o site e, assim, ter mais oportunidades para clicar nos anúncios.

A adição das buscas por vídeos em sua página principal é uma tentativa do Google de dar uma utilidade prática ao site YouTube, que comprou no ano passado por US$ 1,65 bilhões. A empresa espera aumentar seu próprio tráfego com visitas dos milhares de usuários diários do site de vídeos. Na nova versão, tanto os vídeos do YouTube quanto os do Google Video podem ser vistos diretamente na página de resultados, sem a necessidade de cliques adicionais.

As opções anunciadas na quarta ainda estão disponíveis apenas para os usuários da página norte-americana do site de buscas.

Com a mudança, em algumas buscas o usuário já recebe dados adicionais além dos tradicionais links para páginas relacionadas ao assunto pesquisado. Por enquanto, porém, essas informações adicionais são, em sua maioria, imagens relacionadas à busca. Para ter acesso a mapas, vídeos e outros dados, o usuário precisa clicar em um link específico na página de busca para acessar os resultados.

Da Agência O Globo

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