Google lança site acadêmico no País No ratings yet.


13/01/2006

O Google lançou ontem no Brasil o Google Acadêmico, a versão em português do Scholar, uma ferramenta de busca direcionada à educação. O buscador permite a localização de artigos científicos, trabalhos acadêmicos e outras publicações de instituições e entidades brasileiras como Universidade de São Paulo (USP), Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino Superior (Capes) e Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio). Não há trabalhos em outras línguas traduzidos para o português. O endereço do Google Acadêmico é o http://scholar.google.com.br. A versão para busca de trabalhos em inglês é acessada pelo http://scholar.google.com. “Esperamos que pessoas do Brasil usem, mas também que seja utilizado por europeus e americanos que queiram ter acesso a pesquisas brasileiras”, disse ao Estado o criador do Google Scholar, o indiano Anurag Acharya. A ferramenta existe desde 2004 em inglês e já foi criada também em chinês, sueco, norueguês, finlandês e dinamarquês. “Acredito que vai ser útil no Brasil. Os brasileiros já usam muito o Google”, disse Acharya, ao ser questionado da razão de lançá-la no País.

O Google Acadêmico funciona filtrando informações que um sistema de busca comum, como o próprio Google, não faria. Blogs, notícias de jornais e outras fontes não acadêmicas ficam de fora do resultado. Segundo Acharya, o buscador é mais utilizado por estudantes de universidades, pós-graduandos e professores. “Mas ele também é útil para pessoas comuns que queiram saber mais profundamente sobre câncer, por exemplo”, completa.

Copiar e colar – A divulgação de informações sem limites proporcionada por sites como o Google fez surgir no País um grande problema para as escolas e universidades. Há algum tempo, tornou-se comum a prática de fraudar trabalhos, copiando e colando textos de sites.

Caio (nome fictício), de 25 anos, conta que usou textos da internet para fazer pelo menos metade de seus trabalho no curso de Publicidade de uma grande faculdade particular. “Pegava informações em vários lugares, mudava algumas palavras e imprimia”, diz. Nunca foi descoberto pelos professores. Certa vez, copiou da internet um resumo inteiro de O Príncipe, de Maquiavel, e tirou nota 10. “A internet é um facilitador para a escola, o que precisamos é ensinar como lidar com ela”, diz a diretora pedagógica da Escola Cidade Jardim/Play Pen, Celia Tilkian. Para ela, se os professores pedirem aos alunos trabalhos reflexivos e não apenas descritivos, fica difícil copiar da internet. (segue)

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