Google busca novas receitas publicitárias com o YouTube

14/02/2008

Com 98% da receita publicitária global derivada de links patrocinados, o portal Google, que tem em seu site de busca o coração do negócio, decidiu ampliar a atuação comercial do site de vídeos YouTube. Apresentou para anunciantes e agências no Brasil o que já vem utilizando lá fora há cerca de um ano: os novos formatos de anúncios online para os anunciantes aproveitarem a popularidade do YouTube em ações de marketing.

A companhia busca alavancar sua receita que, no ano passado, foi de US$ 16,5 bilhões. Para os analistas de Wall Street, o Google peca pela concentração em uma única fonte de renda. Cenário que pode piorar se o rival Yahoo for adquirido pela Microsoft. A disputa dos gigantes pela liderança na internet tende a ficar mais acirrada.

Embora menos expressivo no ranking das preferências do consumidor brasileiro, que aqui são influenciadas por sites locais, como UOL e IG , no cenário externo o Yahoo está à frente do Google em matéria de comercialização de espaço publicitário. Segundo o vice-presidente do Yahoo no País, André Izay, apenas 50% do faturamento do portal está atrelado ao link patrocinado. No ano passado, o Yahoo faturou em todo o mundo US$ 6,96 bilhões.

"Oferecemos soluções integradas porque somos um portal que atua 360 graus, ao oferecer conteúdo integrado a outras plataformas. Não nos limitamos a ser um serviço de busca", diz. "Para 2008, por exemplo, já vendemos duas – para Coca-Cola e Samsung – das quatro cotas possíveis do pacote de Olimpíadas. E temos promoções e interação com outros sites do grupo, como o Flickr (de fotos)", acrescenta.

Descobrir formas de explorar comercialmente canais online que explodiram espontaneamente é uma realidade diante da crescente influência da internet na vida cotidiana. Fato projetado por todas as análises sobre o futuro da comunicação. No Brasil, a verba publicitária destinada ao segmento não passa de 5% dos investimentos totais, ou cerca de R$ 400 milhões. Nesse volume, não está contabilizada a receita dos links patrocinados,ainda não aferida pelo mercado.

"É inegável a força do online", diz Raul Orfão, diretor da agência Tribo Interactive. "O YouTube é a Rede Globo do futuro, em termos de entretenimento e audiência, e o Google, a central de comunicações."

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