Freedows é imune a vírus para Windows


20/10/2004

Mesmo sendo capaz de suportar aplicações desenvolvidas para Windows, como as ferramentas de texto, e-mail, navegação e demais itens do pacote Microsoft Office, o sistema operacional Freedows, desenvolvido pelo Freedows Consortium (www.freedows.com), está totalmente imune aos ataques de vírus criados para o ambiente Windows.

Lançado no Brasil em julho último e já com lançamentos internacionais previstos ainda para este ano, o Freedows é uma nova opção de sistema operacional e suíte de aplicativos desenvolvida para concorrer em um mercado hoje dominado por produtos Microsoft. O sistema é baseado em código aberto, com arquitetura original Unix e tem, entre outras vantagens o mesmo tipo de interface utilizada pelo ambiente Windows, além da capacidade de rodar indistintamente aplicativos de sua própria suíte ou do popular pacote Microsoft Office.

A explicação para a imunidade do Freedows aos milhares de vírus escritos para Windows está na própria estrutura de funcionamento dos vírus de computador. De acordo com Rodrigo Parra Novo, coordenador técnico da equipe de desenvolvimento do FreeOffice, a estratégia de ação dos vírus está em acionar comandos identificáveis pela estrutura do sistema atacado e, como estes comandos são diferentes nos dois ambientes de software, a ação só acontece no sistema para o qual o vírus foi desenvolvido. “Se um vírus criado para Windows trouxer o comando ‘apagar arquivos .doc’ para dentro do ambiente Freedows, este comando ficará inerte no ambiente, sem qualquer conseqüência prática”, exemplifica o executivo.

Ainda segundo Parra, a imunidade do Freedows aos vírus para Windows não vale, contudo, para os vírus criados para o ambiente Unix. “Mas a população destes vírus é infinitamente menor, ficando na casa das dezenas, enquanto os vírus para Windows, que existem em escala de milhares, são produzidos em um ritmo praticamente incontrolável”, assinala ele.

O coordenador acrescenta que a maior parte dos vírus para Unix não causa danos ao sistema atacado, figurando apenas como “prova de conceito”, isto é, como instrumentos utilizados pela comunidade de software de código aberto para revelar pontos vulneráveis da plataforma. (segue)

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