Estudo conclui que nem sempre se pode crer na Web


05/11

Será que a World Wide Web tem um problema de credibilidade? Uma pergunta como essa pode até soar como o começo de uma piada, mas um novo estudo divulgado ontem faz um esforço profundo para demonstrar que os consumidores não deveriam acreditar em tudo que lêem em sites da Internet, mesmo em sites que alegam usar fontes autorizadas.

A Consumers International, uma federação de organizações de defesa do consumidor em 115 países, investigou 460 sites na Web que lidam com questões de saúde, serviços financeiros e os chamados sites de “procura de ofertas” para testar seu quociente de credibilidade.

Os resultados foram os mais variados, bons, ruins e horrorosos. Por exemplo, pelo menos 50% dos sites que oferecem conselhos médicos e financeiros não exibiam informações completas sobre a autoridade e as credenciais das pessoas responsáveis por esses conselhos, de acordo com o estudo.

E 57% dos sites de aconselhamento apenas fornecem a fonte de seus conselhos. Sessenta por cento dos sites não oferecem informação que indique se o seu conteúdo foi ou não influenciado por um anunciante ou patrocinador, conclui a pesquisa.

“Os consumidores estão em risco devido a informações enganosas, imprecisas ou incompletas, por exemplo, nos casos em que solicitam informações de saúde ou financeiras”, diz Anna Fielder, diretora do Escritório para Economias Desenvolvidas e em Transição da Consumers International, em comunicado.

Um estudo separado, encomendado pelo grupo de defesa do consumidor Consumer WebWatch, solicitou comentários de especialistas em finanças e saúde sobre os sites na Web que eles consideram bem feitos.

Não surpreende que os profissionais de saúde tenham atribuído mais credibilidade aos sites que oferecem informações vindas de autoridades. Os profissionais das finanças consideram que os sites que oferecem orientação financeira imparcial são os mais confiáveis, diz o estudo.

As organizações, cujas conclusões estão publicadas em www.consumersinternational.org e www.consumerwatch.org, também listaram alguns sites pouco confiáveis, como a Bestpriceeu.com, sediada em Copenhagen.

De acordo com a Consumers International, a empresa, que procura os melhores preços para uma série de produtos em uma seleção de sites de comércio eletrônico, não revela os critérios para seu ranking de cinco melhores produtos.

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