Empresa paga até 400 dólares por vídeos publicados no seu site

28/11/2006

Em Janeiro de 2005, a Break.com começou as suas operações pagando 50 dólares por vídeo, e elevou esse preço a 250 dólares antes do novo aumento anunciado domingo, informou o presidente-executivo Keith Richman. O pagamento é ainda mais alto por vídeos de animação, os quais, devido à complexidade da sua produção, podem resultar em pagamentos de até dois mil dólares. Os pagamentos por vídeos a serem distribuídos on-line e aumentos como o anunciado pela Break.com estão a ser observados de perto no segmento de vídeo on-line, que está começar o seu desenvolvimento e no qual concorrentes como a Revver, BlipTV ou iFilm tentam melhorar os seus conteúdo a fim de atrair mais visitantes e anunciantes.

Na sua maioria, os vídeos produzidos por utilizadores têm menos de 10 minutos e mostram pessoas a falar, cantar, dançar ou a fazer gracinhas diante das suas câmaras. Sites como o YouTube, adquirido pelo Google, não pagam às pessoas que oferecem vídeos por intermédio dos seus servidores.

Mas nos últimos meses, vídeos como os postados pela utilizadora “lonelygirl15” no YouTube tornaram-se fenómenos da cultura Pop, atraindo milhões de utilizadores. Na verdade, “lonelygirl15” é um personagem criado por três jovem cineastas, que conseguiram começar carreiras profissionais com base nos “webisódios” que desenvolveram para a sua protagonista adolescente.

Os investidores em sites de vídeo esperam que estes um dia venham a concorrer com as redes de televisão e atraiam milhões de dólares em publicidade. Foi com isso em mente que o o Google, adquiriu o YouTube numa transacção avaliada em 1,65 mil milhões de dólares e concluída este mês.

Richman, da Break.com, disse à agência Reuters que até agora este site não havia observado grande correlação entre o pagamento mais alto e uma maior qualidade dos vídeos que recebe.

Mas disse, também, que a oferta de mais dinheiro tinha atraído o interesse de jovens criadores de vídeo e, com isso, elevado o número de vídeos que o site recebe. Com maior consciencialização e mais tecnologia disponível para câmaras, ele diz que a qualidade dos vídeos na Web deve melhorar, criando uma nova forma de celebridade on-line, que ele definiu como “e-lebridade.”
 
Site relacionado: www.break.com

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