E-mail marketing pode ser ferramenta eficiente de vendas


08/04/2005

Na hora de divulgar promoções pela internet, sua empresa recorre a CDs com milhares de e-mails, adquiridos a preço de banana na internet ou no camelô mais próximo? Já passou da hora de você rever seus conceitos. “O correio eletrônico é uma ferramenta fantástica, mas o e-mail indesejado depõe contra a imagem da empresa”, destaca Antonio Rosa Neto, diretor de ecommerce da ABEMD (Associação Brasileira de Marketing Direto).

Segundo o executivo, antes do correio eletrônico, apenas grandes empresas tinham o privilégio de enviar malas- diretas devido aos altos custos de impressão e envio. “O email popularizou essa estratégia de captação de clientes, mas também trouxe para o marketing direto pessoas despreparadas”, explica.

Como atingir então o cliente de maneira eficiente? Em primeiro lugar, é preciso que o destinatário queira receber a mensagem – caso contrário, sua correspondência tem grande chance de parar na pasta de itens deletados. Essa é a base do conceito de opt-in, pelo qual uma pessoa autoriza o recebimento.

Para isso, vale oferecer em seu site uma newsletter para atrair clientes em potencial e montar um banco de dados. Na área de cadastro, deixe bem claro a política de privacidade adotada (o tipo de correspondência que será enviada, por exemplo). Para captar endereços autorizados vale incluir a opção de cadastro nas mensagens eletrônicas que seus funcionários trocam com clientes ou solicitar a autorização durante os contatos feitos por telemarketing.

Algumas empresas comercializam listas de e-mails, mas é preciso ser cuidadoso na hora de comprá-las. É essencial que o envio de informações para esses e-mails seja permitido. Para não atormentar o destinatário com um volume de e-mails acima do esperado, inclua dados sobre a periodicidade com que serão enviados os comunicados. Outra dica: assim como sua empresa deve facilitar o cadastramento de interessados em receber mensagens, é essencial simplificar a rotina de cancelamento do envio (ação conhecida como opt-out).

Formada sua lista de destinatários, é hora de focar em um dos aspectos mais importantes da mensagem: a relevância. Dados como idade, sexo e preferências são vitais para o sucesso da sua publicidade. É pouco provável que a oferta de um produto para calvície seja útil para uma garota de 18 anos, por exemplo. Ou seja, procure ter o máximo de informação sobre o remetente para segmentar sua mala-direta digital. Tenha também em mente que anexar arquivos ou incluir imagens pesadas na mensagem pode gerar a ira do destinatário.

Um e-mail desse tipo causa lentidão no recebimento das correspondências eletrônicas e pode até superar a capacidade da caixa de entrada dos recebedores. O ideal é utilizar arquivos em formato TXT ou HTML com tamanho máximo de 12 KB. Quanto às imagens, não devem estar anexadas, mas armazenadas em um servidor. Arquivos auto-executáveis – aqueles que entram em ação assim que o e-mail é aberto – sem a autorização do destinatário representam uma conduta invasiva e, portanto, devem ser evitados.

“O campo de assunto da mensagem também é extremamente importante para fazer com que o destinatário leia o texto enviado”, destaca Gil Giardelli, vice-presidente da emailCompany, empresa do grupo eCentry especializada em estratégias para marketing digital. Segundo ele, é preciso passar o recado rapidamente.

“Uma boa medida é fazer um teste para descobrir qual texto dá maior retorno. Para isso, crie três versões diferentes e envie essas opções para uma pequena parte da base de clientes. Assim, é possível contabilizar qual delas foi mais eficiente”, explica. (segue)

Daniel dos Santos, PC World

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