‘E-mail’ é já uma coisa para os velhotes?

14/01/2008

Os jovens estão a olhar para o correio electrónico como "coisa de velhotes" e demasiado formal, optando antes pelas mensagens de telemóvel (SMS) e pelos chats (incluindo o Instant Messenger) para um contacto rápido com os amigos e conhecidos.

A tendência é generalizada, da Coreia do Sul aos Estados Unidos e até Portugal. Por exemplo, o serviço Vodafone Messenger registou mais de 100 milhões de mensagens em apenas cinco meses, revelou a Vodafone Portugal, a primeira subsidiária da multinacional a lançar este serviço (numa parceria com a Microsoft e a Yahoo!).

O correio electrónico é visto na Coreia do Sul apenas como ferramenta para comunicar com "os mais velhos ou para negócios e missivas formais", revelava o The Guardian no início de Dezembro. "As únicas pessoas com quem se usa correio electrónico são a antiga geração no trabalho. Correio electrónico? É tão anos 90", explicava Tomi Ahonen, co-autor do livro Digital Korea.

Ahonen afirma que a mesma tendência se está a espalhar para países como os Estados Unidos, derivada da rapidez no contacto, privacidade (o ecrã do telemóvel está menos exposto aos curiosos do que um ecrã de computador) e personalização que os telemóveis proporcionam.

Em média, "um e-mail é lido em 24 horas e respondido em 48 horas. Um SMS é lido num minuto e respondido em cinco", contabiliza Ahonen.

Esta tendência pode acentuar o aparente desinteresse pela Internet "fixa", no computador, e uma opção concentrada nos acessos móveis. Não há dados concretos mas no nosso país nota-se uma estabilização nos acessos à Internet, apesar de os jovens serem quem mais acede à Internet.

Segundo o estudo "A Sociedade da Informação 2007", da Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), mais de 80% no ensino secundário e 90% no universitário acedem à Internet. Mas desde Outubro de 2006 até ao mesmo mês deste ano, o acesso doméstico à Internet manteve-se estável em Portugal. Segundo os últimos dados do NetPanel da Marktest, "em Outubro de 2007, 2478 mil portugueses com 4 e mais anos navegaram em suas casas na internet, o que representou um decréscimo de 3,1% relativamente ao mês anterior e de 2,1% face ao mês homólogo de 2006".

O estudo refere que a maioria das recusas em ter acesso à Internet parte do desconhecimento em a usar (seguindo-se a opinião de não precisar da mesma), mas salienta que 37% dos utilizadores já acede por telemóvel à Internet e que, apesar do e-mail liderar as actividades online, as conversas em chats ou por IM estão muito próximas percentualmente.

PEDRO FONSECA

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