E-commerce se transforma em um dos principais modelos de negócio no país

27/02/2012

Segundo pesquisa realizada pela e-bit, as lojas virtuais brasileiras tiveram um crescimento de 26% em relação ao ano anterior, e faturaram cerca de R$ 19 bilhões em 2011.

A estimativa é que até 2015, o bilionário comércio eletrônico do Brasil dobre de tamanho, alcançando um faturamento de R$ 40 bilhões. Esse grande crescimento ajudará o Brasil a sair de sétimo para o quarto maior do mundo, atrás apenas de China, EUA e Japão.

Não basta apenas ter uma boa ideia para iniciar um negócio e ter sucesso na internet. A dica para quem já descobriu um nicho de mercado atraente e viável, é iniciar o planejamento do negócio como um todo, visando o público alvo, faturamento a curto e longo prazo. “O futuro do e-commerce está na segmentação”, diz Cris Rother, diretora da e-Bit.
 
O primeiro passo é a própria construção da loja virtual. Existem diversos serviços que oferecem a criação de lojas virtuais customizadas “semi-prontas”, com layout pronto e poucas opções de personalização. Esse tipo de solução deve ser utilizado apenas por lojas que ofereçam poucos produtos, já que para sites que tenham uma necessidade maior, contratar uma empresa especializada para criar a loja com funções específicas e layout personalizado é o mais indicado.
 
Atualmente, mais de 80% das vendas online são com cartões de crédito. Com o crescimento do poder aquisitivo e acesso da classe C ao crédito, se o site não oferece essa opção de pagamento, o comerciante vai perder muitas vendas. Serviços como PagSeguro UOL e PayPal são ótimas opções para o serviço de pagamentos. A vantagem é que o lojista não precisa se preocupar com o recebimento de cartões e emissão de boletos, pois esses serviços fazem isso para ele.
 
Muito bem, o site ficou pronto e agora chegou à hora de atrair visitantes e compradores. Por isso, uma boa estratégia de marketing para divulgação do negócio também é indispensável para o sucesso do site.
 
Como 85% dos 74 milhões de internautas brasileiros usam os sites de busca para procurar o que precisam na internet, a principal estratégia de marketing para divulgação da loja virtual é anunciar em sistemas de busca.
 
O modelo desse tipo de propaganda é baseado em CPC (Custo Por Clique), ou seja, o lojista só paga pelos cliques ou visitas que ocorrerem na loja Esse tipo de anúncio, chamado de link patrocinado, é oferecido tanto pelos sites de busca como pelos comparadores de preço. O valor mínimo divulgado por esses serviços é 10 centavos, mas o máximo é definido pelo mercado. Assim, quem paga mais, tem maior prioridade no resultado da busca. Por isso, atualmente empresas que vendem produtos como eletrônicos, por exemplo, que tem uma concorrência muito grande,já oferecem valores entre R$ 1 e R$ 2 por cada clique/visita.

Ambas alternativas são imprescindíveis para as lojas virtuais atraírem um público qualificado que está procurando pelos seus produtos. O índice de conversão de vendas para consumidores que chegam até o site a partir das buscas, é um dos maiores. Porém como a concorrência de anunciantes é cada vez maior, o investimento nesse tipo de anúncio acaba ficando muito grande para as empresas, principalmente para as pequenas.
Por isso, a principal solução entre todos os tipos de publicidade para lojas virtuais ainda é o SEO, otimização para os sites de busca. Um site bem otimizado, além de aparecer nas primeiras páginas do Google sem precisar de qualquer investimento adicional, conquista clientes durante muito tempo pois os resultados permanecem até mesmo vários anos, o que torna esse tipo de publicidade, a que oferece a melhor relação custo-benefício.

Ricardo Prates Morais é consultor em web marketing, diretor da agência emarket e editor do blog Publicidade na Web.

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