E-commerce, o que fazer para não quebrar?

14/04/2010

O comércio eletrônico encerrou o ano com resultados otimistas e cumpriu as perspectivas apontadas pelo e-bit. Em 2009, o e-commerce brasileiro somou um faturamento de R$ 10,5 bilhões, sendo R$ 1,6 bi contabilizado apenas no período do Natal, uma das épocas mais movimentadas do ano.

De olho nesses dados, empresas se movimentam e investem cada vez mais em um mar de oportunidades proporcionado pelos recursos infindáveis da venda online. “A internet é um mundo sem limites, isso virou jargão, mas é fato consumado”, diz Natan Sztamfater, diretor da PortCasa. com.br e especializado em mídias digitais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No entanto, para não errar, Sztamfater ressalta que, como em todo negócio, seja ele físico ou disposto no ambiente virtual, se não houver planejamento e o acompanhamento das tendências para ganho de competitividade, ele morre ou, naturalmente, fica pra trás. “Ter uma loja virtual não é a mesma coisa que manter uma loja física, ainda mais em tempos onde a mudança, no universo online, é mais rápida que no “mundo real”, alerta. O executivo acrescenta ainda que o principal mito sobre o assunto é achar que o custo é menor e, portanto, o plano de marketing é deixado de lado ou ainda feito com base em pesquisas sem bom fundamentação. Empresários despreparados acabam investindo em plataformas de tecnologia de baixa qualidade, por conta do custo, e só percebem a escolha errada quando se deparam com as limitações do sistema.

A falta de estudo sobre a concorrência, falhas no atendimento e a falta de profissionalismo na internet são ainda apontados por Sztamfater como os principais problemas para o avanço do e-commerce entre as pequenas e médias empresas.

Sztamfater ressalta que para se manter e crescer no e-commerce o plano de marketing deve ser muito bem definido e com grande parte de seu investimento voltado às mídias digitais e sociais, principalmente quando a marca ainda não é fortemente conhecida entre os consumidores. “Aproveite o cliente quando ele está perto do momento de decisão de compra”, resume.

Segundo o executivo, os mecanismos de busca e sites comparadores de preços estão no topo do ranking. Em seguida, boas ações de email marketing, personalizadas e segmentadas, contribuem para maior taxa de conversão em vendas no e-commerce. Porém, como não há uma regra, Sztamfater afirma que há a necessidade de testar qual ou quais ferramentas de marketing digital são mais adequadas à realidade de cada e-commerce e, a partir daí, então aplicar o que traz mais ROI (Return On Investiment).
A necessidade de contar com a ajuda de profissionais da área para que todo investimento não seja em vão é ainda outro cuidado apontado pelo especialista. “Ele pode criar ações ainda mais inteligentes para conseguir o melhor retorno sobre o investimento e, não se esqueça, na internet tudo pode ser mensurado”, ressalta.

Tecnologia — Em relação ao investimento em tecnologias de e-commerce, mesmo no início, pense em ferramentas que, acima de tudo, sejam completas, mesmo que o valor seja inferior. O executivo aconselha a verificar se a plataforma escolhida possui todas as funcionalidades que o negócio demanda. A análise deve ter como base os modelos de e-commerce que atuam no mesmo mercado pretendido e que já possuam sistemas adequados para o giro do negócio. A plataforma deve estar preparada para integrar-se com ferramentas de análise de resultados na web, como o Google Analytics, por exemplo.

Concorrência — Na análise de concorrência, Sztamfater aconselha o microempreendedor a observar o comportamento das lojas virtuais do mesmo segmento fora do país.  Para fidelizar o cliente, o atendimento é um dos fatores fundamentais, pontua o executivo. “A partir dessa conquista, a probabilidade de viralização (boca a boca) aumenta consideravelmente”, comenta.
Sztamfater ressalta ainda que para quem já possui um negócio no ambiente físico e quer abrir um portal de e-commerce com o mesmo business da loja física, já há meio caminho andado. “Estamos vivendo um momento de migração de compras do mundo físico ao digital. Como cliente, você certamente, ao decidir comprar pelo e-commerce, vai querer adquirir um produto, cuja marca já conhece no ambiente offline”, afirma.

Por fim o executivo chama a atenção do investidor para que, antes de tomar qualquer decisão relacionada à abertura de uma empresa no e-commerce ou mesmo tomar novas atitudes para alavancar as vendas de quem está presente na internet, é essencial conversar com pessoas experientes do mercado, seja com uma consultoria ou contratação.

Fatores do fracasso no e-commerce
Ideia de que o negócio virtual é mais barato por conta da falta de um plano de marketing sem pesquisas fundamentadas com profissionais do mercado;
Investimento em plataformas de tecnologia de baixa qualidade pelo preço;
Pouca análise de concorrência e falta de pesquisa sobre a viabilidade de venda pela web de determinada linha de produtos. As perguntas aqui são: Esse produto vai vender na web? Este produto já está saturado na web? Mesmo que a resposta seja não, o produto é próprio para venda na internet?
Atendimento falho, o que contribui para insatisfação de clientes que acabam não sendo fidelizados;
Falta de conhecimento e profissionalismo para atuar com a internet.

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