E-bit: e-commerce brasileiro opera no azul No ratings yet.


29/01/2004

Enquanto certos sites de e-commerce internacionais tentam se recuperar dos investimentos realizados ao longo dos últimos anos, a maior parte das operações brasileiras de comércio eletrônico já atingiu o equilíbrio.

Segundo a consultoria E-bit, atualmente cerca de 20 empresas apresentam resultados significativos para o e-commerce no País, o que representa 80% do valor transacionado no comércio eletrônico brasileiro. “Hoje já não se perde dinheiro com internet como se perdia entre 2000 e 2001. Essas empresas podem estar, no mínimo, no empate (entre os investimentos e o resultado obtido)”, destaca Pedro Guasti, diretor geral da E-bit.

Guasti destaca ainda que as empresas de comércio eletrônico estão mais conscientes sobre como canalizar seus investimentos, seja em marketing, logística ou produtos. No caso da norte-americana Amazon — que revelou nesta quarta-feira (26/01) que encerrou o primeiro ano no azul de sua história — o que se pode verificar não é um equilíbrio tardio, mas um retorno dos investimentos feitos anteriormente para melhorar a qualidade do serviço.

“O principal motivo pelo qual a Amazon só conseguiu atingir o equilíbrio agora é que ela realizou altos investimentos em seus centros de distribuição e estoques nos últimos anos, investimentos estes que demoraram um tempo maior para atingir resultados”, destaca o diretor da E-bit.

Segundo Flavio Jansen, presidente do Submarino, o mercado brasileiro conseguiu atingir nos últimos três anos um ponto positivo de maturação, com a confiança dos consumidores em alta e a boa qualidade no serviço. Na comparação com a Amazon, a diferença no tempo em que os resultados equilibrados começaram a ser atingidos dependeu, sobretudo, no tipo de estratégia adotada por cada um dos portais.

“O Submarino trabalhou desde a sua fundação em 1999 até 2001 focado no crescimento perante o mercado. A partir de 2001, passamos a priorizar não o crescimento a qualquer custo, mas um crescimento com lucratividade”, destaca Janson. “A Amazon, ao invés de tentar dar lucro antes, preferiu crescer mais rápido. O que vai acontecer agora, com essa estratégia, é que eles terão lucros crescentes com um crescimento rápido também.”

Em 2003, o Submarino observou uma alta de 62% em seu faturamento. O resultado passou de R$ 130 milhões, em 2002, para R$ 211 milhões no ano passado. Para 2004, segundo Jansen a expectativa é de um crescimento de 35% no faturamento frente ao ano anterior.

Apoio no meio físico

Para a Americanas.com, criada em 1999, ter como suporte uma marca já conhecida no mercado real foi essencial para o crescimento no meio virtual.

“Houve toda uma malha de fatores que contribuíram para o crescimento e fixação da marca no mercado. Foi uma entrada agressiva em comunicação, ao mesmo tempo em que conseguimos transmitir a segurança e a tradição que a marca oferecia já no mundo real”, destaca Beto Ribeiro, gerente de comunicação da Americanas.com

Segundo Ribeiro, o portal opera no azul desde 2002, em virtude principamente do mix de produtos oferecidos, forma de pagamento e prazos de entrega. “Nossa ‘expertise’ de varejo fez com que soubéssemos como vender e o que oferecer”, destaca.

Sites relacionados:
www.e-bit.com.br
www.amazon.com
www.submarino.com.br
www.americanas.com

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