Drogarias ampliam vendas graças ao comércio eletrônico

27/03/2007

Os investimentos no comércio eletrônico de remédios darão um salto neste ano. Quem já atua na área, como Onofre, Raia e Panvel, pretende aumentar a participação das vendas eletrônicas em seus faturamentos. As que ainda não têm operações on-line, planejam a criação de sites de e-commerce até o fim deste ano.


A Drogaria Onofre, uma das pioneiras na área — a empresa começou a atuar no varejo virtual com a marca Farmácia em Casa, hoje rebatizada para Onofre em Casa — está prestes a abrir um novo centro de distribuição. “Neste ano vamos trabalhar o site, uma ferramenta com grande potencial”, afirmou a gerente de Marketing, Ana D’Arco. O novo centro, que será instalado na Vila Leopoldina, em São Paulo, ajudará a atender à demanda das vendas pela Rede e permitirá a desativação da atual unidade, que fica na Praça da Sé, também na capital paulista.

As ações de empresa visam a mudar a atual situação das suas vendas eletrônicas. Hoje, 80% dos pedidos são feitos por telefone — que tem custos maiores por exigir a contratação de atendentes — e só 20% pela Internet. Em 2005, a receita da Onofre ficou em R$ 400 milhões.
No mundo real, a empresa planeja a abertura de uma nova unidade em Ipanema (RJ). Com isso, sua rede atingirá a marca de 33 pontos de venda.

Caminho natural


A rede Droga Raia, com 152 filiais distribuídas por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, e a Panvel, companhia com capital aberto sediada no Rio Grande do Sul, também têm operações na Internet. Para especialistas, esse é um caminho natural para o varejo de medicamentos. “O varejo on-line se popularizará do mesmo jeito que o cartão de fidelidade. Vender pela Internet vai ser um traço de diferenciação e qualificação para as drogarias. Um processo inevitável”, analisa Cláudio Felisoni, coordenador do Programa de Administração do Varejo (Provar).


Uma pesquisa feita pelo Provar em 2006 demonstra o potencial de crescimento da área. Segundo o estudo, 40% dos consumidores pretendem comprar medicamentos através de sistemas delivery (Internet e telefone), só perdendo para o grupo alimentos (69%).
Novos competidores


De olho no potencial das vendas de remédios pela Internet, Drogão, Pacheco e Pague Menos, que ainda não têm operações de e-commerce, pretendem lançar seus sites de venda até o final deste ano.
A Pague Menos já se programa para atender até as regiões onde a empresa não tem loja física, segundo o diretor de Sistemas, Pedro Praxedes. “Inicialmente vamos entregar os pedidos feitos pela Internet nas 55 cidades em que já atuamos e no segundo semestre deste ano estaremos atendendo aos pedidos feitos em qualquer cidade do Brasil”, disse. A operação para os locais onde a empresa não tem loja física será feita por intermédio de um operador logístico, como os Correios.


Mesmo sem ter iniciado a operação on-line, a empresa acredita que essas vendas representem pelo menos 20% do total vendido pela drogaria no prazo de cinco anos. “Este canal de venda sempre nos interessou. Acreditamos que o comércio eletrônico vem para ficar, e a prova disso são as taxas crescentes das vendas das empresas que estão na rede”, destacou Praxedes. O processo de venda pela Internet só não foi implantado antes porque a companhia aguardava a conclusão do projeto de expansão física, iniciado há dez anos.


Até o momento, a Pague Menos tem lojas nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, mas até o final de 2007 a empresa abrirá unidades em Belo Horizonte, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
A Drogão, de acordo com o diretor de Marketing, Nelson de Paula, está em fase final da implantação do estudo que durou dois anos e resultará na criação na operação virtual da empresa. “A dificuldade estava em achar uma forma de logística que agradasse à companhia e fosse eficiente ao consumidor ao mesmo tempo. Pretendo trabalhar com esquemas mistos, em parte administrado pela empresa, em parte por terceiros”, afirmou ele. Para Nelson, “a Internet é uma opção inevitável ao varejo”.
Parceria

A Pacheco, a segunda drogaria que mais vende no País, também acredita poder atingir o público das classes B, C e D por meio da Internet. Para tal ação, a empresa estuda fechar parceria com o site de compras Submarino.
“Queremos deixar a tarefa da entrega para quem está acostumado com as complexidades desse serviço”, disse o gerente de Marketing e Novos Negócios, Marcos Luiz Vieira.

Segundo Vieira, a empresa começará a atuar no comércio eletrônico ao mesmo tempo em que consolida o seu sistema de entrega de pedidos por telefone.

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