Documento eletrônico ganha espaço no Brasil No ratings yet.


27/05/2003

A digitalização e a criação eletrônica de documentos são segmentos do setor de tecnologia que mais crescem no Brasil. O mercado evoluiu do mero escaneamento de pilhas de papéis para a criação digital de documentos com valor jurídico, estimulado por legislação que reconheceu a assinatura eletrônica.

“Não tem outra alternativa. Ou você digitaliza ou morre afogado em papel”, alerta o diretor de tecnologia da informação da seguradora Porto Seguro, Emílio Vieira.

A empresa, com 2,5 milhões de clientes, usa sistemas de documentos eletrônicos desde 1994 e investe a cada ano “dezenas de milhares de dólares” para melhorar a tecnologia.

A Adobe, criadora da tecnologia PDF de formatação de documentos eletrônicos que virou padrão na indústria, estima que o mercado brasileiro esteja crescendo cerca de 25%. “Acredito que o mercado brasileiro fature cerca de 1,5% a 2% por cento das vendas mundiais por ano”, disse o diretor geral da Adobe Systems para América Latina, Leandro Hernandez. As vendas de sistemas de documentos eletrônicos no mundo giram em torno de US$ 9 bilhões por ano, o que movimentaria até US$ 180 milhões no Brasil.

“Muitas empresas estavam digitalizando documentos para conservá-los. Porém, muitos dos processos que eram feitos em papel estão sendo migrados para meios digitais”, comentou o executivo.

O gerente de tecnologias de gerenciamento de informação da IBM, Rogério Inomata, acredita que custos menores impulsionaram o crescimento rápido do setor. Segundo ele, “as empresas compram mais soluções porque se sentem mais seguras com a tecnologia e porque houve uma redução nos custos com infra-estrutura, como armazenamento, transmissão de dados e scanners”. (segue)

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