Compras on-line feitas com medo em Portugal


06/12/2005

É a insegurança informática e a falta de privacidade que impedem 48% dos portugueses de adquirir produtos e serviços através da Internet. Por outro lado, 73% afirma que nunca teve necessidade de efectuar compras on-line, enquanto que 88% afiança que continua a preferir o comércio tradicional, designadamente o contacto pessoal com o vendedor e o produto.

Os dados, ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, foram retirados de um inquérito à “Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Famílias”. Dos 9716 indivíduos inquiridos pelo INE, com idades entre os 16 e os 74 anos, apenas 12% afirmou comprar ou encomendar bens ou serviços pelo método online. Geralmente, são os livros, as revistas e os jornais (32,5%) os produtos com mais procura nas lojas da Internet. Logo seguidos pelos filmes e livros (25,4%) e pelos bilhetes para espectáculos e eventos (23,6%). Só 12,7% dos consumidores online refere adquirir acções na Bolsa, seguros ou proceder à aquisição de serviços financeiros a partir da auto-estrada da informação.

O mesmo estudo revela, ainda, que, no primeiro trimestre deste ano, 42,5% das famílias portuguesas possuía computador em casa e que 31,5% tinha acesso à Internet a partir de casa. O que permite verificar que, entre 2002 e 2005, houve um crescimento médio anual de 16,6% no que diz respeito ao computador e de 27,8% no que se refere à Internet.

Em termos regionais, é em Lisboa e no Algarve onde existem mais famílias com computador (49% e 44%). Tal como é nestas duas regiões onde os agregados estão mais ligados à rede 37,4% em cada uma.

O inquérito mostra, também, que 80% dos indivíduos que acedem à Internet o fazem para enviar e receber e-mails e pesquisar informação sobre bens e serviços. Já 51,3% prefere a rede para efectuar leituras e “downloads” de jornais e revistas, enquanto que 44% o faz para aceder a organismos públicos.

Isabel Forte

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