COB nega credenciais a jornalistas da Web


16/08/2004

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) voltou a desprezar a Internet no credenciamento para as Olimpíadas de Atenas. Assim como fez em 2000, em Sydney, a entidade mostrou critérios dúbios na distribuição das credenciais para a cobertura jornalística das Olimpíadas de Atenas.

Em resposta a correspondência anterior do UOL, o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, diz que a entidade máxima do esporte brasileiro optou por não credenciar sites e portais com o intuito de “atender aos veículos de grande imprensa que tradicionalmente vêm cobrindo os Jogos Olímpicos”.

Como veículos de “grande imprensa” entendem-se, nesse caso, os órgãos de mídia impressa, que o COB vê como similar aos veículos online para fins de credenciamento. Ainda segundo a entidade, o número de credenciais de mídia impressa destinada ao Brasil pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) foi praticamente o mesmo que para Sydney-00, quando jornalistas que trabalham nas pontocom tampouco foram credenciados.

A assessoria de imprensa do COB não respondeu a consulta do UOL sobre o número exato de credenciais enviadas pelo COI e como se deu a distribuição das mesmas.

A decisão de não credenciar veículos online mostra a falta de entendimento do COB sobre a abrangência, importância e penetração da Internet na sociedade brasileira. Mostra também que o COB ignora as vantagens que a Web oferece ao público como fonte ininterrupta de informação atualizada. (segue)

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