Classe C, comodidade e melhores preços impulsionam crescimento do e-commerce

19/10/2009

Cada vez mais, os brasileiros utilizam a comodidade do lar para fazer suas compras. No primeiro semestre de 2009, 2 milhões de novos consumidores passaram a utilizar o comércio eletrônico, que tve um cresimento de 27%, segundo uma pesquisa realizada pela e-bit, com apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (câmara-e.net).

Um dos fatores que tem cooperado para o avanço do e-commerce é a facilidade de acesso ao computador e também à Internet, principalmente para a classes C, que tem aderido cada vez mais à nova tecnologia. Segundo informações do Instituto DataPopular, cerca de 75% dos internautas pertencem às classes C, D ou E. A mesma parcela da população detêm 69% dos cartões de crédito, uma das principais formas de pagamento das compras online.

Outro fator importante para a afirmação do comércio eletrônico entre os consumidores de menor renda é que os produtos vendidos através da internet, normalmente, costumam ter preços mais competitivos em relação às lojas de rua. As variações são grandes e podem chegar a 20% ou mais. Apesar de hoje em dia uma loja física estabelecida e conhecida do grande público dispor também de uma Loja Virtual, normalmente a estrutura se dá de maneira completamente diferente, o que não a obriga a praticar o mesmo preço. Isto por que a estrutura do site, apesar de ser menor é mais abrangente. Na Loja virtual pode-se ter uma variedade maior de itens a venda para o consumidor, com uma estrutura de empregados e espaço menor do que na Loja física. Normalmente estas lojas funcionam numa pequena sala e com poucos funcionários.

Na maioria das vezes o preço de um produto numa loja de rua em comparação ao do site é diferente por causa dos a custos operacionais e a grande competição entre as empresas. Isto está mudando, pois muitas empresas estão fazendo o que chamamos de “cobertura” de promoção e, às vezes aceitam comparar os preços pelos oferecidos pelas lojas virtuais. De qualquer maneira, pechinchar é o lema.

Em constante crescimento no Brasil, o volume de negócios realizados através da web atingiu R$ 4,8 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, contra R$ 3,8 bilhões em igual período em 2008. A expectativa para 2009 é que as vendas aumentem entre 20% e 25% em relação ao ano passado. Com esse aumento, o faturamento deve ultrapassar os R$ 10 bilhões em bens de consumo vendidos pela Internet até o final do ano.

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