Classe C avança no varejo eletrônico

04/08/2006

A venda de computadores populares tem impulsionado o comércio eletrônico entre a classe “C”. O nível de consumo entre esta parcela da população cresceu 18% em relação ao ano passado e sua participação subiu de 6% do total de consumidores na rede, em 2005, para 8% em 2006. Os dados foram apresentados ontem na 14ª edição do Web Shoppers, relatório elaborado pela E-Bit , empresa de pesquisa e marketing on-line em parceria com a Câmara-e.net .

Para Pedro Guasti, diretor-geral da E-Bit, a facilidade ao acesso a computadores populares foi decisiva no aumento de consumidores virtuais da classe “C”. “Os computadores e produtos eletrônicos em geral ficaram mais baratos, com facilidades na prorrogação de prazos de pagamento. Hoje em dia, você tem computadores de pouco mais de R$ 1.000 parcelados em mais de dez vezes, que podem custar menos de R$ 100 por mês ao consumidor”, diz Guasti. Ele explica que atualmente cerca de 32 milhões de brasileiros possuem acesso à Internet. Desses, 18% são consumidores virtuais, num total de 5,7 milhões de pessoas. “Apenas de dezembro de 2005 para junho de 2006 houve aumento de um milhão de consumidores. Desses, 180 mil são da classe ‘C’”, afirma Guasti.

Quem sentiu os reflexos do aumento da classe “C” nas vendas foi Eduardo Castro, diretor operacional da Saks (www.saks.com.br), perfumaria virtual que está há seis anos no mercado e comercializa em torno de 10 mil itens. Ele diz que a participação da classe “C” nas vendas aumentou de 8% para 37% de 2001 para 2006. A projeção da empresa para 2006 é de que haja um incremento real de 70% nas vendas na comparação com o ano anterior. “A difusão digital auxiliou bastante, pois a Internet está chegando para pessoas que possuem uma renda menor”, afirma.

Segundo estudos da IDC Brasil , subsidiária brasileira do International Data Corporation , em 2005 o mercado de PCs cresceu 35%, e para 2006 a previsão de crescimento é de 24%. Em junho de 2001, pessoas com renda familiar até R$ 1.000 representavam 6% das vendas e pessoas com renda familiar entre R$ 1.000 e R$ 3.000 cerca de 32%. Em 2006 esses percentuais subiram para 8% e 37%. (segue)

Wellington Miyazaki

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