Casas Pernambucanas terá canal de vendas na Internet


17/03/2006

A Casas Pernambucanas pretende entrar no varejo eletrônico. A chegada a esse canal de vendas faz parte da agressiva estratégia de expansão da empresa para 2006. A rede agora faz parte da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico (Camara-E.Net), entidade voltada ao comércio eletrônico que congrega várias lojas de varejo on-line e é responsável por 80% desse tipo de comércio. O ingresso da Pernambucanas na câmara significa que existem planos para vender pela web. A empresa não confirmou as informações.

O presidente da entidade, Cid Torquato, afirma que em 2006 o setor deve crescer 55% em relação ao ano passado, e a expectativa é superar R$ 4 bilhões apenas no comércio de produtos finais para o consumidor — sem considerar os serviços oferecidos por empresas virtuais, como passagens de avião, aluguel de imóvel, automóveis, entre outros.

Torquato não sabe qual a participação das redes de lojas de departamento no montante do varejo on-line. “Não existem estudos com esse tipo de divisão, mas mesmo empresas com uma vertente no mundo físico acabam mudando o mix para se adaptar ao varejo virtual”.

Essa mudança é necessária. A C&A , maior rede de departamentos do País, não a fez quando passou a vender pelo site. A experiência não foi bem-sucedida, e o comércio pelo portal da empresa acabou. Um dos fatores estava associado à categoria de produtos, pois apenas roupas estavam disponíveis. “Além disso, naquele momento, em 2001, a dinâmica do comércio virtual era outra, e o mercado, muito menor. Hoje, o mercado on-line está consolidado, mas venda de roupas ainda não evoluiu”, diz Torquato.

O Brasil não possui dados sobre o valor do comércio de vestuário pela internet, mas sabe-se que esse não é o melhor caminho: os clientes ainda não se sentem à vontade para escolher uma roupa sem ter contato com o tecido ou prová-la no corpo. “É um setor ainda incipiente no Brasil, mas com grande potencial de crescimento. À medida que o consumidor se familiariza com o comércio virtual, passa a comprar mais”, ressalta o presidente da entidade.

Para a Pernambucanas o caminho deve ser a seção de celulares, de eletroeletrônicos e de eletrodomésticos. A rede tem força nesses segmentos, e a venda de eletros combina com o varejo virtual.

O setor de eletros é o terceiro mais vendido e representa 9% do total das vendas virtuais. Grandes empresas focam nesse nicho e alteram o mix: o site da Livraria Saraiva , por exemplo, oferece produtos que a empresa não vende nas lojas físicas, como linha branca de eletros. (segue)

Letícia Casado

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