Capacidade de influenciar das redes sociais incentiva o crescimento do e-commerce

08/11/2010

A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) realizou, dos dias 27 a 29 de outubro, no Hotel Monte Real, em Águas de Lindoia (interior de SP), o 11º Congresso Facesp. O evento, realizado anualmente, é voltado a presidentes, vice-presidentes e gerentes das Associações Comerciais e Empresariais (ACEs) do Estado de São Paulo.

No último dia do evento, a superintendente de Marketing da ACSP, Sandra Turchi, promoveu a palestra “Sua empresa ainda não se conectou? Conheça um pouco mais sobre marketing digital, redes sociais e e-commerce”, destinada aos executivos das ACEs. “Ter uma conta no Twitter é a primeira ‘lição de casa’ para qualquer empresa. A internet traz inúmeras mudanças referentes ao comportamento do consumidor – logo, é fundamental utilizar uma plataforma que disponha esse tipo de informação ao empreendedor”, argumentou Sandra.

A especialista apresentou números que representam a importância das redes sociais; um milhão de pessoas acessam a internet pela primeira vez todos os dias e, a cada segundo, um novo blog é criado e 20 horas de vídeo são descarregadas no YouTube. “Além disso, o Brasil é, atualmente, o quinto país com mais usuários de internet no mundo, com estimativa de fechar 2010 com cerca de 97.524.000 de internautas”, ressaltou.

O poder midiático da internet também foi explorado por Sandra, que colocou a web como a terceira mídia mais influente do mundo, ficando apenas atrás das TVs e jornais, apresentando um poder de penetração de 40%. “Cada vez mais as empresas anunciam na internet devido o investimento ser barato e ao seu poder de pulverização”.

A executiva acentuou o explosivo crescimento do e-commerce no Brasil, que atinge 25% ao ano, chegando a alcançar 1000%, nos últimos sete anos. “Quanto ao faturamento, a previsão é de fecharmos 2010 com R$ 14 bi”, declarou.

De acordo com ela, o brasileiro apresenta comportamentos peculiares nas compras on-line, se comparado ao resto do mundo.

Enquanto os norte-americanos priorizam viagens e vestuários no e-commerce, o mercado nacional concentra-se majoritariamente em livros, papelaria, informática, eletroeletrônicos, produtos de saúde e beleza.

Além da peculiaridade na compra de produtos, o e-consumidor nacional também compara mais antes de comprar do que o restante do mundo. “Enquanto 52% dos e-consumidores no mundo recorrem aos sites de busca de preços antes de adquirirem um produto, o indicador brasileiro é de 72%”, mensurou Sandra.

A especialista ainda comentou sobre algumas particularidades do consumo via web no Brasil. “50% dos e-consumidores brasileiros realizaram sua primeira compra nos últimos três anos”, apontou Sandra, acrescentando que “o cartão de crédito atualmente responde por 75% dos pagamentos na web”. Como tendências para os próximos anos, a executiva ressaltou a maioria feminina nas aquisições online e a participação cada vez maior das classes C e D.

Atualmente, 43% dos internautas recomendam produtos para outros usuários nas redes sociais. Mediante esse comportamento, Sandra enfatizou que “mesmo que a empresa não queira montar um perfil em mídias sociais, ela já está presente por meio de comentários de terceiros acerca de seus produtos e serviços”, alertou, acrescentando que “ainda que o empresariado não queira, acredite ou invista em mídias sociais, algo já acontece com sua marca em tais mídias”.

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