B2BOL totaliza R$ 195,2 bi em 2004


24/02/2005

A Camara-e.net, Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e a E-Consulting Corp., anunciam o índice de B2B Online (B2BOL), registrado no mercado brasileiro em 2004. O índice, que representa a soma dos volumes de transações entre empresa e nos mercados eletrônicos, atingiu, em 2004, R$ 195,2 bilhões – valor 30% maior do que o movimentado no ano passado, sendo que o B2B Companies, praticado via portais proprietários das empresas, alcançou R$ 148,9 bilhões, enquanto o B2B realizado nos E-Marketplaces independentes atingiu R$ 46,3 bilhões, no mesmo período.

Desde que começou a ser analisado o índice de B2BOL vem apresentando uma tendência de crescimento a cada trimestre avaliado. O crescimento mais acentuado nesse segundo semestre de 2004 se deve, especialmente, ao bom desempenho macro-econômico do país e à natural retomada de planos de investimentos e projetos, o que, naturalmente, aquece transações (compras e vendas), inclusive no canal digital. O aumento das exportações também tem, ainda que modestamente, influenciado positivamente no índice.

Além disso, o crescimento do índice foi impulsionado pela maior inclusão digital das pequenas e médias empresas, que vêm, finalmente, adotando uma visão mais inovadora dos negócios e percebendo as vantagens (principalmente em termos de redução de custos, acesso e rapidez de negociação) que o comércio online lhes oferece; esta tendência é refletida, principalmente, no crescimento (+137%, frente a 2003) do B2B E-Marketplaces.

Não obstante este forte crescimento, porém, quando comparadas com os países mais digitalizados, as operações B2B Online no Brasil ainda apresentam resultados tímidos, perante a pujança da economia offline. Isso porque as cadeias de valor setoriais no País possuem, em sua maioria, empresas de médio, pequeno e micro portes, que ainda estão, em sua grande maioria, fora das transações online.

Na análise do histórico trimestral podemos observar como o B2B Companies, após uma queda no terceiro trimestre do ano (R$ 34,7 bilhões), teve uma recuperação no quarto trimestre que levou os valores transacionados perto do recorde do segundo trimestre alcançando um valor de R$ 41,6 bilhões.

O setor petrolífero se confirma como dominante neste mercado, mesmo apresentando uma queda no terceiro trimestre. Ainda sim foi o setor com a melhor performance em base anual.

O setor automobilístico, por sua vez, manteve uma progressão constate, que acompanhou a evolução do índice em base anual. Mas o principal motivo de crescimento do índice B2B Companies pode ser identificado, principalmente, no crescimento das vendas de bens de consumo e Serviços de TI.

Em relação ao ano passado, podemos evidenciar um espetacular crescimento nas vendas dos E-Marketplaces (o crescimento foi de 137%). As vendas nos E-markeplaces independentes, principalmente focados em materiais não produtivos (como informática, escritório, entre outros) e em sobras de estoques e revendas, continuaram na linha de crescimento, chegando a um total, em 2004, de R$ 46,3 bi, frente aos R$ 19,5 bi do ano passado

Em conclusão, as trocas de bens e serviços entre empresas por meio eletrônico vêm demonstrando um crescimento contínuo, com taxas influenciadas por fatores conjunturais – como a questão do petróleo ou o aquecimento econômico, mas também se mantido em rota de crescimento sustentável, que prevemos continuar ao longo de 2005 e 2006 na ordem média de 36% ao ano.

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