Aumento do comércio virtual exige maior segurança nas transações on-line

20/04/2007

Mesmo com o constante crescimento do comércio on-line, em que apenas nos primeiros meses de 2007 houve um incremento de 57% neste tipo de varejo, a preocupação com a segurança nas transações via internet é sempre uma questão presente na vida dos internautas. E para fomentar este comércio e poder orientar o usuário quanto aos riscos e formas de se manter protegido foi criado em 2004 o Movimento Internet Segura (MIS), uma iniciativa do comitê da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).

O portal é dedicado a orientar o usuário da rede quanto às melhores práticas de navegação na web. Para isto, conta agora com os esforços da indústria de cartões para que as lojas de varejo eletrônico adotem o padrão PCI-DSS (Payment Card Industry) – Data Security Standard) em suas estruturas de tecnologia, para reduzir a possibilidade da aplicação de golpes com esse meio de pagamento. Desenvolvido em parceria entre as principais bandeiras de cartões de crédito (Visa, Mastercard e American Express), o PCI lista ações de controles que deverão ser implantadas por varejistas, companhias de comércio on-line, processadores de dados e outros negócios.

Ele também estabelece a necessidade da criptografia de dados, o controle do acesso dos usuários finais e o monitoramento de atividades e processos judiciais. Para o coordenador do Movimento Internet Segura, Igor Rocha, a adoção do PCI-DSS é mais uma demonstração de que as empresas do setor têm feito todo o esforço possível para garantir a segurança das transações na rede. “Cerca de 80% das compras feitas pela internet são pagas com cartões de crédito, que já têm se mostrado o meio mais seguro de transações pela rede. A adoção do PCI-DSS será um reforço nesta segurança, e o MIS está à disposição para ajudar no que for possível”, afirmou.

Segundo ele, a adoção de infra-estruturas tecnológicas cada vez mais seguras e a educação do usuário final sobre as melhores práticas reduzirão o número de ocorrências negativas e mostrarão que a web é um ambiente completamente seguro para as compras.

Para Manuel Matos, presidente da camara-e.net, além desses procedimentos, os sites que operam com transações eletrônicas – lojas virtuais, bancos e prestadores de serviços – deveriam adotar um sistema de autenticação baseado em certificados digitais ICP-Brasil, como já fizeram o Banco do Brasil e a Secretaria da Receita Federal. “A melhor forma de prevenção de fraudes em uma transação ainda é a identificação inequívoca das partes. Utilizar um certificado de servidor para conferir segurança ao site e reconhecer a identidade digital do cliente são medidas simples que resultam em prevenção completa contra fraudes. O que você não consegue identificar não consegue responsabilizar”, conclui Matos.

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