Além do Google, outros buscadores podem facilitar a vida na rede

29/04/2008

Mesmo que você não seja maníaco por computador, já é quase automático pensar no Google sempre que surge alguma dúvida. Onde nasceu o ator de Hollywood fulano de tal? É só colocar no famoso site e descobrir toda a biografia do sujeito. Mas, apesar dessa inegável liderança no setor de ferramentas de busca, o Google não é o único buscador do mundo virtual. Na verdade, as opções são inúmeras e vão desde sistemas colaborativos até ferramentas de procura com chats para auxiliar os internautas. Testamos algumas dessas alternativas com o professor do departamento de Ciência da Computação da UnB Jorge Fernandes e concluímos que vale a pena conhecê-las, pois elas podem ajudar bastante na hora das pesquisas.

Existem duas formas básicas de organizar conteúdo para um site de busca, como explica Fernandes. “A primeira, que é a utilizada pelo Google e pela maior parte dos buscadores, é o engenho de busca.” Esse é um sistema automático em que vários computadores trabalham para coletar, analisar e armazenar as informações existentes na internet. A outra forma é um sistema colaborativo. “Essa alternativa depende sobretudo da capacidade das pessoas para coletar e analisar a relevância das informações”, conta.

O Wikia Search, ferramenta de procura criada pelo fundador da Wikipédia, é um exemplo de sistema colaborativo. A principal diferença entre ela e o Google é que a classificação da relevância de cada página não é realizada por computadores, mas sim pelos próprios usuários. “Com a colaboração das pessoas, acaba-se obtendo um resultado mais refinado do que os engenhos de busca. No entanto, a quantidade de resultados costuma ser menor”, explica Fernandes.

Assim, a escolha da ferramenta depende do tipo de assunto em que o internauta está interessado. Se for um tema mais geral, uma pesquisa mais aberta, vale a pena procurar pelo sistema que lhe proporcione uma maior quantidade de resultados. Se for uma busca mais específica, é melhor optar por resultados que passem por uma seleção mais sofisticada.
Mesmo entre os buscadores que utilizam o engenho de buscas é possível encontrar particularidades. O Kartoo e o Quintura mostram os resultados em mapas interativos, ou seja, agrupam vários assuntos relacionados ao tema da busca em um mapa virtual. Segundo o professor Fernandes, esse tipo de ferramenta de busca não é indicado para crianças devido à sua complexidade. “É preciso ter uma capacidade de relacionar conhecimentos de forma mais estruturada.”

Já o Pagebull é ótimo para as crianças. Em vez de mostrar o link das páginas, ele mostra uma imagem do próprio site. Para o professor, a representação visual estimula pequenos navegantes. O Clusty produz uma fragmentação de resultados. Isso é, agrupa várias abordagens diferentes do tema abordado. “Esse buscador é bom para apontar o melhor caminho sobre o que você está procurando”, afirma o professor. Já o Chacha é uma ferramenta de busca que tem um chat em que os internautas poderão pedir ajuda para obter o melhor resultado para sua busca.

BUSCA DAS BUSCAS Eduardo Favaretto é o diretor fundador do iBuscas, empresa de softwares. Ele está trabalhando no primeiro buscador brasileiro, o Buscas.com. Favaretto explica que sua ferramenta vai funcionar como um buscador de buscadores: ele vai reunir uma série de diferentes instrumentos de pesquisa e indicar aqueles que têm as melhores condições para o tema em questão. “A principal falha do Google é nesse aspecto de focar em um assunto. Se você quer achar uma música, você não vai ter um bom resultado no Google, mas sim em uma ferramenta temática, como o Seeqpod ou o Musicovery”, explica.

Dessa forma, o Buscas.com tentará reunir o maior número de buscadores, para possibilitar essa segmentação na pesquisa dos internautas. Para Favaretto, a principal dificuldade de lançar um buscador no Brasil é fazer com que as pessoas o usem. “Os internautas já estão tão acostumados com o Google que deixam de experimentar outras ferramentas que poderiam facilitar sua pesquisa”, declara. “Cada buscador conta com uma particularidade que é melhor para determinados tipos de busca. Por isso, é bom conhecê-los”, finaliza. O Buscas.com está em fase de testes e deve ser colocado em funcionamento ainda este mês.

Paulo de Araújo – Correio Braziliense

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