Afinal, a crise vai atingir as vendas online em 2009?

09/02/2009

Após registrar crescimento médio de 30% nos últimos anos, a expectativa da e-bit, empresa de pesquisa especializada em e-commerce, é que as vendas por meio da internet devem apresentar desaceleração em 2009.

Os indícios de retração do ritmo de crescimento nas vendas por meio da internet ocorreram quando, durante o Natal, as vendas ficaram abaixo da expectativa da e-bit, que eram que ocorresse um aumento de 25% em relação a 2007. Como o faturamento dos sites de comércio eletrônico no período de 15 de novembro a 23 de dezembro ficou em 15% (R$ 1,25 bilhão, ante R$ 1,08 bilhão do mesmo período de 2007), a conclusão é que isso é um sinal de crise também nas vendas pela internet.

Considerando que essa retração nas vendas ocorreu em um momento imediato à crise nos Estados Unidos e à fuga dos investidores do mercado financeiro, nada mais natural que os consumidores tenham sido um pouco mais contidos.

Na verdade, em 2008, a crise financeira passou longe do cenário virtual. Pelo contrário, uma prévia da mesma e-bit mostra que o faturamento nominal do último ano para o e-commerce no Brasil alcançou R$ 8,2 bilhões — valor 30% superior a 2007. "Do total faturado, os homens participam com algo em torno de 60%", diz Guaspi. Os números finais de 2008 ainda serão apresentados na 19ª edição do relatório WebShoppers.

Mas para 2009, a e-bit espera que as vendas feitas por e-consumidores alcance a marca inédita de dois dígitos de bilhão de faturamento, crescendo nominalmente entre 20% e 25%, em relação a 2008, o que representaria queda em relação ao crescimento do período anterior (30%).

Enquanto isso, a Casas Bahia investe R$ 3,7 milhões em um seu novo canal de vendas por internet, a Nike taqmbém desprezou a crise e as vendas online disparam.

Uma das causas do aumento das vendas online da Nike é a tentativa dos clientes de economizar gasolina, segundo o CEO da empresa. “Estamos observando um surpreendente crescimento das nossas vendas por internet”, disse Mark Parker durante palestra no World Economic Forum, em Davos.

Analistas da indústria afirmaram que o setor online continua se ampliando por causa da preferência das pessoas pela comodidade e pela facilidade de comparar preços.

Para as empresas que pensam positivamente e que investem em seus negócios online, apostando no retorno a, pelo menos, médio prazo, nada mais lógico do que esperar bons resultados.

Em mais de 10 anos que utiliza a rede, as compras feitas pelo comerciante cearense Pedro Moreira, 63 anos, têm esse perfil: peças para computador, impressora, celular, dentre outros. ´A internet é muito prática. No entanto, é preciso buscar lojas de confiança. Em média, cada compra que faço fica entre R$ 300 e R$ 500. Mas, já gastei até R$ 2 mil com uma máquina de lavar´.

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