A imprensa tradicional está em baixa?

03/11/2008

A Web 2.0 e toda a interatividade que ela possibilita tem sido tema de vários Congressos de Comunicação ou em rodas de discussão no mundo acadêmico.

As chamadas Redes Sociais — Orkut, FaceBook, MSN, My Space, RSS, Twitter, Del.icio.us, Blogger´s — ganharam notoriedade e são uma realidade, não mais tão restrita.

Hoje é possível ter acesso à Internet nas Lan Houses, nas escolas, em lanchonetes. O barateamento dos computadores também fez com que a tecnologia estivesse ao alcance de um grupo maior de pessoas. E fará mais ainda. Quem se lembra do celular? (O tijolão da Motorola). Eram pouquíssimas as pessoas que tinham um. Hoje, o celular virou febre!

Essa é uma breve introdução, mas é assunto para ser detalhado em um futuro post. A idéia é entender o porque do título desse artigo.

Tempos atrás, numa conversa com meu superior sobre a força da mídia, ele dizia que, uma matéria publicada em um jornal da cidade desfavorável a um determinado produto da empresa, não tinha tido o poder de destruir a “venda” do mesmo. Pelo contrário, depois daquele dia “fatídico” da notícia, o produto continuou com seu ritmo de “vendas” normal, até com um certo ganho. O produto e a empresa seriam mais fortes do que a matéria? Sim, talvez seja isso!

O certo é que agora essa conversa ganhou mais sentido pra mim. Lendo um texto no blog do Zeca Camargo (aquele do Fantástico) indicado pela Rosana Hermann, do Querido Leitor, achei embasamento à conversa com meu superior em alguém  que está lá dentro da TV. Você terá que ler o texto todo pra entender onde é que o extrato abaixo se encaixa no contexto do que o Zeca Camargo escreveu.

“…Desde os tempos em que eu trabalhava em jornal, já duvidava do poder que uma crítica supostamente tem de “vender” ou “encalhar” qualquer produto cultural… Sério: você deixaria de assistir, por exemplo, a “Sex & the city”, só porque um determinado crítico o achou “requentado”? Com cultura, meu caro, minha cara, só existe uma ferramenta realmente poderosa, e ela se chama “boca a boca”…”

E é aí que entra a Web 2.0. A rapidez das informações nas Redes Sociais (nem sempre, infelizmente, tão confiáveis), funciona como o “boca a boca”. Você já viu alguém noticiar um falecimento? Todo mundo fica sabendo, e no mesmo dia. É a força do “boca a boca”.

Blogueiros ganharam notoriedade e espalham o mal atendimento por uma determinada empresa, por exemplo, com uma rapidez incrível. A informação se multiplica como bactéria. A repercussão na imprensa tradicional (jornal, TV, revista e rádio) também, mas desfalece com a mesma força que nasceu.

É como dizem: jornal, no dia seguinte, serve como embrulho de peixe! E na Internet, a “coisa” fica lá. Como exemplo cito o vídeo íntimo da Cicarelli. Juridicamente ela já ganhou a batalha, mas ainda é possível encontrar o vídeo em diversos blogs e sites hospedeiros.

Marcos Masini é jornalista e escreve diariamente no blog Divã do Masini  http://www.nossanoite.com.br/divadomasini

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