A importância da internet no dia-a-dia do B2B


06/11/2003

A matéria-prima vai para a indústria, parte para os centros de distribuição e é escoada para os pontos-de-venda. Esse é apenas um resumo dos passos que uma mercadoria trilha até chegar à mão do consumidor. Mas o caminho não é tão simples, pois no dia-a-dia do B2B nada pode falhar: fornecedores precisam estar em contato em tempo integral com o fabricante. E este, conectado com o estoque das lojas, nas quais o produto não pode faltar. Tudo deve funcionar como uma orquestra, bem cadenciado para que nada dê errado. Nessa história, a Internet é a música que mantém a coreografia impecável e agiliza as transações.

Esse mesmo processo há dez anos era caótico: pilhas e pilhas de pedidos em papel e horas ao telefone de conversas. Os tempos são outros. Em segundos, um grande volume de negócios é realizado. E o varejo é um dos setores que sentiram a transformação ao realizar negócios na Web, conforme afirma Antonio Carlos Corrêa, CEO da Neogrid. Ele lembra que a primeira mudança foi o setor trabalhar com uma programação mais otimizada, escoamento mais rápido dos estoques e lançamento diário de pedidos. “Antes, o fabricante empurrava o máximo de produtos e o varejista queria tirar maior vantagem em descontos”, lembra. Com a criação do conceito de comércio colaborativo, é possível monitorar mais de perto a cadeia produtiva e evitar que o produto falte na loja.

Exemplo clássico dessa evolução é a transformação que ocorreu com o grupo Pão de Açúcar. Foi um dos primeiros grupos varejistas que iniciaram negócios pela Internet, com um processo iniciado em 1994 com a utilização do EDI (Eletronic Data Interchange ­ troca eletrônica de documentos realizada por linha privada). Porém, o volume de transações comerciais da empresa com os fornecedores exigia um ambiente maior, para abrigar uma comunidade que hoje chega a seis mil parceiros. “Começamos a nos perguntar como iríamos mudar e até que ponto a Internet seria vantajosa”, recorda Sílvio Laban, diretor de TI do grupo Pão de Açúcar.

Ricardo Humberto

B2B Magazine

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