2008: O ano que a publicidade decolou na internet

21/01/2008

O setor da mídia on-line movimentou cerca de R$ 500 milhões no Brasil e US$ 21 bilhões nos EUA, em 2007, proporcionalmente 7,4% do bolo publicitário de lá e 2,7% do total brasileiro – o que se pode esperar para o ano novo?

Lembro-me muito bem dos primeiros anos do início da operação comercial da Internet no Brasil, ocorrido há pouco mais de 12 anos. Naquela época, as pessoas, as instituições e até mesmo as empresas privadas não sabiam ao certo quais mudanças o “mundo on-line” traria às suas vidas, seus negócios ou suas atividades.

Se existiam dúvidas quanto a real participação naquele “novo ambiente”, representado pela Internet, também não era intuitivo direcionar investimentos em campanhas publicitárias na Web – por um longo período o setor de publicidade on-line no Brasil não recebeu o mérito devido sequer pelas grandes empresas, muito menos pelas pequenas.

Isso já começa mudar. Em 2007, cerca de 2,7% do bolo publicitário do País foi aplicado em mídia on-line. Em valores financeiros, o número ainda é pequeno quando comparado ao investimento estimado ocorrido nos EUA, no mesmo período no setor: cerca de 77 vezes mais segundo o instituto eMarketer.

Nota-se uma crescente participação de empresas, de portes variados, que já identificaram na Internet uma oportunidade de ampliação da base de clientes (público direcionado e selecionado), com baixo custo de investimentos, facilidade na medição de resultados (estatísticas on-line instantâneas) e busca de negócios em novos mercados além dos limites tradicionais de atuação (bairros, cidades, regiões etc.).

Como qualquer outro “veículo” publicitário, a Internet requer estratégia na criação e desenvolvimento da campanha, além de acompanhamento permanente e periódico dos resultados obtidos. Para valer como um lembrete, relaciono algumas dicas simples que poderão ser usadas para aqueles que pretendem divulgar no mundo virtual, seus produtos ou serviços:

1) Não deixe mais a Web fora do planejamento de sua campanha de mídia;

2) Amplie a visibilidade de sua marca com a publicidade on-line nos sites de buscas e rede de afiliados. As “buscas patrocinadas” ou links patrocinados são anúncios de texto similares a um classificado, têm baixo custo e atrairão público novo para seu site;

3) Distribua sua verba também nos portais de informações/notícias, sites com conteúdo regional de sua cidade ou bairro, sites de entidades ou associações do setor ou aqueles que mostram conteúdo específico de seu mercado de atuação – você atingirá um público mais selecionado e obterá melhores taxas de cliques aproveitados;

4) Não abandone seu anúncio on-line – de forma similar à mídia tradicional os anúncios na Internet devem receber acompanhamento diário, via relatórios estatísticos, que permitam propiciar ajustes na campanha e identificar resultados reais concretizados;

5) Anúncios mais elaborados, com imagens, logotipos ou fotos, em banners promocionais, pop-up iterativos, hot-sites ou inseridos em widgets, fixam sua marca sem desagradar visualmente o usuários – nesse caso, peça ajuda a profissionais de sua confiança;

6) Não exagere na escolha de palavras-chaves, foque nas relacionadas principalmente ao seu negócio ou você poderá desperdiçar cliques recebidos;

7) Remeta o usuário proveniente de seu anúncio on-line para uma página exclusiva de seu site – ele perceberá a atenção especial que lhe foi dedicada.

Se você é publicitário ou profissional na área da Internet tupiniquim e participa, de forma direta ou indireta, do mercado de mídia on-line, não se surpreenda: 2008 será lembrado como o ano que a publicidade on-line decolou no Brasil. Mais alguém acompanha minha aposta?

Eduardo Favaretto é fundador do iBUSCAS. Escreve no ::buscas.com weblog, um blog sobre tendências do mercado de mecanismos de buscas.

 

Please rate this

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.